Pesquisadores conseguiram registrar, pela primeira vez, uma imagem detalhada de um filamento da chamada teia cósmica, uma estrutura gigantesca que interliga galáxias no universo. O filamento identificado conecta duas galáxias ativas que já existiam quando o cosmos tinha apenas 2 bilhões de anos e abriga buracos negros supermassivos em plena atividade.
A teia cósmica é composta por filamentos de gás que desempenham um papel fundamental na formação das estrelas. A equipe de cientistas conseguiu detectar a luz fraca emitida por esse material, que viajou por 12 bilhões de anos até ser captada na Terra. “Mapeamos com precisão a estrutura desse filamento, diferenciando o gás dentro das galáxias daquele presente na teia cósmica”, explicou Davide Tornotti, líder da pesquisa.
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O estudo, realizado com o auxílio do instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer), do Very Large Telescope, no Chile, combinou observações diretas e simulações computacionais para confirmar previsões teóricas sobre a composição dos filamentos. Segundo os cientistas, os dados coletados mostram uma grande correspondência entre os modelos cosmológicos atuais e as imagens obtidas.
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Agora, a equipe pretende aprofundar as investigações para mapear novas estruturas semelhantes. “Nosso objetivo é compreender melhor como o gás se distribui e se move pela teia cósmica, ajudando a explicar a evolução do universo”, destacou Tornotti. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature Astronomy.



