Um modelo de inteligência artificial treinado para analisar imagens da retina demonstrou uma precisão de até 90% ao identificar o sexo biológico de uma pessoa. O achado surpreende especialistas, já que os mecanismos biológicos que diferenciam as retinas de homens e mulheres ainda não são totalmente compreendidos pela ciência.
O sistema, baseado em deep learning, foi desenvolvido a partir da análise de mais de 84 mil imagens de retinas, revelando padrões que não são perceptíveis a olho nu. No entanto, sua precisão caiu para 69,4% quando aplicado a pacientes com patologias na fóvea, uma região central da retina essencial para a visão nítida. Esse detalhe sugere que essa área desempenha um papel fundamental na diferenciação entre os sexos por meio dessa tecnologia.
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A descoberta pode ter implicações significativas para a medicina, uma vez que a retina já é reconhecida como um indicador de diversos aspectos da saúde sistêmica. Caso futuras pesquisas consigam estabelecer correlações entre características oculares e o desenvolvimento de doenças, novas ferramentas de diagnóstico e prevenção poderão ser criadas.
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Além disso, a retina vem sendo estudada como um biomarcador para diversas condições médicas. Recentemente, pesquisadores testaram um método baseado em inteligência artificial para detectar transtornos do espectro autista a partir da análise da retina de crianças. O sistema obteve uma taxa de acerto de 95,7%, reforçando o potencial dessa tecnologia para a identificação precoce de doenças neurológicas e outras condições de saúde.



