Bill Gates revelou que Steve Jobs acreditava que os produtos da Microsoft poderiam ser mais inovadores se ele tivesse experimentado LSD. A declaração foi feita pelo cofundador da Microsoft em entrevista ao jornal The Independent, onde relembrou sua relação com Jobs e as visões divergentes que tinham sobre tecnologia e design.
“Para ele, se eu tivesse tomado ácido, talvez tivesse um gosto melhor para o design dos meus produtos”, disse Gates, que acumulou uma fortuna bilionária ao longo dos anos. No entanto, ele afirma que nunca viu sentido no uso de substâncias alucinógenas e que sua prioridade sempre foi manter a mente funcionando de forma lógica.
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Apple e Microsoft seguiram caminhos diferentes na tecnologia: enquanto a empresa de Jobs focava em criar novos produtos com design diferenciado e inovação para o consumidor final, a Microsoft se dedicava a soluções para o mercado corporativo, como o pacote Office e o desenvolvimento de sistemas operacionais. Para Jobs, essa abordagem tornava os produtos da concorrente menos atraentes.
Gates, no entanto, não via problema nessa diferença. “Eu fiquei com a parte da programação, enquanto ele dominou o marketing e o design, então bom para ele. Nossos talentos eram diferentes, além da liderança e da vontade de inovar, nossas habilidades não se sobrepunham muito”, afirmou.
Apesar da rivalidade histórica entre as empresas, Gates reconheceu a genialidade de Jobs, especialmente no que dizia respeito à estética e à estratégia de mercado. “Ele não entendia nada de programação, mas sua visão para design e marketing era extraordinária. Eu realmente admiro essa habilidade. Não estou no mesmo nível dele”, admitiu.
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Durante a entrevista, Gates também revelou que experimentou drogas recreativas na adolescência, como maconha, mas que abandonou o hábito antes de iniciar sua trajetória na Microsoft. “Achei que talvez isso me fizesse parecer mais descolado e que alguma garota fosse achar interessante. Não funcionou, então desisti”, brincou.
Já na juventude, ao se dedicar à tecnologia, decidiu parar completamente. “Gosto que minha mente funcione de maneira lógica. Então parei… porque isso bagunçava minha cabeça, seja no momento ou no dia seguinte”, concluiu.



