Elon Musk, fundador da SpaceX e CEO da Tesla, acredita que o futuro dos conflitos militares será dominado pelo uso de inteligência artificial (IA) e drones. Em um vídeo divulgado recentemente, Musk destacou que a guerra na Ucrânia já reflete essa nova realidade e alertou que o cenário tende a se intensificar em conflitos entre grandes potências.
Durante uma palestra na Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, no ano passado, Musk destacou que os drones estão redefinindo estratégias militares e sugeriu que os Estados Unidos acelerem a produção desses equipamentos. Ao lado do Brigadeiro General Shane Reeves, no dia 16 de agosto, ele enfatizou que os países costumam se preparar para combates passados, sem considerar as novas tecnologias que moldarão as guerras futuras.
“O problema é que os países geralmente se preparam para lutar a última guerra, e não a próxima”, afirmou Musk, que mencionou seu hábito de estudar história militar por meio de audiolivros.
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Desde sua visita a West Point, Musk tem fortalecido sua presença no cenário político dos EUA. Apoiador da reeleição de Donald Trump, ele assumiu um papel ativo no governo ao liderar uma iniciativa chamada Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), com o objetivo de revisar gastos e aprimorar sistemas de dados de agências federais.
Além disso, a SpaceX se consolidou como um ator fundamental no setor militar-industrial americano, oferecendo lançamentos para a NASA e disponibilizando sua rede de satélites Starlink para mais de 100 países. Durante o conflito na Ucrânia, Musk ressaltou que o Starlink tem sido essencial para comunicações militares, já que sua tecnologia resiste a interferências que comprometem outras formas de transmissão de dados.
Musk também compartilhou sua visão sobre a otimização de processos militares e governamentais, apresentando um modelo que chama de “algoritmo de primeiros princípios”. O método envolve quatro etapas: questionar premissas iniciais para evitar complexidade desnecessária, eliminar excessos, otimizar processos e, por fim, acelerar a implementação de novas soluções.
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O empresário criticou a burocracia no setor militar americano, destacando que requisitos excessivos na fase inicial de projetos podem torná-los inviáveis e encarecer sua execução. Para ele, o investimento em drones e inteligência artificial será determinante para definir o futuro da guerra e garantir a superioridade estratégica dos países no século XXI.



