A sensação de ver um bebê ou um filhote e sentir uma vontade incontrolável de apertá-lo não é apenas uma reação emocional, mas um fenômeno com explicação científica. Chamado de “ataque de fofura”, esse impulso já havia sido estudado pela psicologia, mas agora pesquisadores apontam que ele também tem uma base neurológica.
De acordo com um estudo liderado por Katherine Stavropoulos, professora da Universidade da Califórnia e especialista em neurociência, essa reação pode estar ligada ao funcionamento do sistema de recompensa e das emoções no cérebro. A pesquisa avaliou como diferentes imagens de bebês e animais — mais ou menos fofos — ativavam respostas neurológicas nos participantes.
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Por meio de eletrofisiologia, os pesquisadores monitoraram a atividade cerebral de voluntários enquanto analisavam fotografias de bebês e animais. Os resultados mostraram que quanto mais fofos eram os estímulos, maior era a resposta no sistema de recompensa do cérebro, que está associado a sentimentos de prazer e motivação.
A análise também apontou que essa reação pode ter um papel evolutivo, ajudando os seres humanos a se manterem engajados no cuidado com bebês e filhotes. Segundo os pesquisadores, o “ataque de fofura” pode ser uma forma do cérebro equilibrar emoções intensas para que a pessoa não fique sobrecarregada e, assim, consiga agir para proteger e cuidar dos pequenos.
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Os cientistas agora pretendem expandir os estudos para entender como diferentes grupos de pessoas reagem a esses estímulos, incluindo mães com depressão pós-parto, indivíduos dentro do espectro autista e donos de animais de estimação.



