Deputados de diferentes partidos têm demonstrado insatisfação com a redução do papel das comissões temáticas na Câmara durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL). O esvaziamento desses colegiados limitou a influência dos parlamentares nas discussões e votações de projetos, afetando também a visibilidade política de muitos deles.
Desde o fim da pandemia, mesmo com o retorno das atividades presenciais, Lira tem priorizado votações diretas no plenário, utilizando o regime de urgência para acelerar a tramitação de propostas. Como consequência, diversos projetos deixaram de passar pelo debate mais aprofundado nas comissões, o que gerou críticas tanto da base governista quanto da oposição.
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Deputados relatam que essa estratégia concentra poder nas mãos dos relatores e torna o processo legislativo menos previsível. Além disso, há queixas sobre a perda de qualidade nos debates e o desperdício da estrutura técnica das comissões, que contam com assessores especializados para a análise das propostas.
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Diante desse cenário, cresce a expectativa de que Hugo Motta (Republicanos-PB), favorito para suceder Lira na presidência da Câmara, adote um modelo de gestão mais aberto ao diálogo e fortaleça os colegiados. Aliados do parlamentar paraibano indicam que ele reconhece a necessidade de tornar as comissões mais ativas, o que pode representar uma mudança na dinâmica de tramitação dos projetos na Casa.



