A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou queda no início deste ano, segundo pesquisa realizada pela Genial/Quaest entre os dias 23 e 26 de janeiro. O levantamento, que ouviu 4.500 pessoas, registrou uma redução na aprovação do governo de 52% em dezembro para 47% em janeiro, enquanto a desaprovação subiu de 47% para 49%.
A avaliação positiva da gestão também caiu, atingindo 31%, enquanto a percepção negativa aumentou para 37%. O restante dos entrevistados classificou o governo como “regular” (28%). Apesar das dificuldades, mais de 60% dos participantes da pesquisa acreditam que o presidente tem boas intenções em sua atuação.
A insatisfação com os rumos da economia é um dos principais fatores que têm impactado a popularidade de Lula. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados acreditam que o país está na direção errada, enquanto 42% consideram que está no caminho certo.
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O aumento do custo de vida e a percepção de alta nos preços ao longo dos últimos 12 meses foram apontados por grande parte dos entrevistados como questões preocupantes, gerando cobranças por medidas que tragam alívio à população.
A recente crise envolvendo o Pix também contribuiu para a queda na popularidade do governo. A polêmica teve início com a adoção de uma norma da Receita Federal que determinava a comunicação de movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas. A medida foi amplamente criticada, especialmente entre trabalhadores informais, devido à disseminação de informações equivocadas sobre uma possível taxação do sistema de pagamentos.
Embora o governo tenha revogado a norma em 15 de janeiro e anunciado uma Medida Provisória para reforçar a gratuidade e sigilo do Pix, 66% dos entrevistados avaliaram que a condução do episódio teve mais erros do que acertos. Além disso, 53% consideraram a comunicação do governo ineficaz.
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Para recuperar a confiança da população, uma campanha publicitária de R$ 50 milhões foi anunciada, buscando reafirmar a segurança e a gratuidade do sistema de pagamentos digitais.
Historicamente uma região de forte apoio ao presidente, o Nordeste registrou uma queda de 8 pontos percentuais na aprovação do governo em janeiro. Apesar disso, a região mantém o índice mais alto de aprovação do país, com 59%.
Em contrapartida, o Sudeste registrou maior insatisfação, com a aprovação caindo para 42% e a desaprovação ultrapassando os 50%. As regiões Sul, Centro-Oeste e Norte mantiveram índices mais estáveis, embora com maior predominância de desaprovação.
O apoio a Lula permanece relativamente elevado entre os jovens de 16 a 34 anos, com 45% considerando sua gestão positiva. Contudo, a desaprovação nesse grupo subiu para 52%. Entre pessoas acima de 60 anos, o governo apresenta números mais equilibrados, com 40% de aprovação e desaprovação.
Entre as mulheres, Lula tem maior índice de aprovação (49%) em comparação aos homens, onde a desaprovação chega a 52%.
A pesquisa revela os desafios que o governo enfrentará em 2025, com foco na recuperação da confiança econômica e no aprimoramento da comunicação com a sociedade.



