O governo brasileiro reagiu com veemência após relatos de que cidadãos deportados dos Estados Unidos chegaram ao Brasil algemados durante um voo de repatriação. O caso foi denunciado pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos, ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que imediatamente comunicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o episódio.
O voo, que partiu dos EUA com destino a Confins, em Minas Gerais, precisou ser desviado para Manaus devido a problemas técnicos. Lá, a Polícia Federal interveio para garantir a retirada das algemas, ação descrita pelo ministro como “um flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos brasileiros”.
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Assim que o avião pousou em Manaus, os agentes da PF ordenaram a remoção das algemas pelos representantes norte-americanos e garantiram que os passageiros não fossem novamente submetidos à detenção. Os brasileiros foram acomodados em uma área restrita do aeroporto, onde receberam assistência básica, como alimentos, colchões e acesso a banheiros com chuveiros.
Por determinação do presidente Lula, uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) foi disponibilizada para concluir o transporte dos deportados até o destino final em Minas Gerais. A medida teve como objetivo assegurar o respeito à dignidade dos cidadãos durante todo o processo de repatriação.
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Em nota oficial, o Ministério da Justiça reforçou que a dignidade humana é um princípio inalienável da Constituição brasileira e destacou que o episódio não será tratado com complacência. “Esses valores são inegociáveis e refletem o compromisso do Brasil com o respeito aos direitos fundamentais”, afirmou a pasta.
O caso segue gerando repercussão e pode abrir novos debates sobre o tratamento dado a brasileiros deportados por outros países, com o governo reafirmando a necessidade de defender os direitos de seus cidadãos em qualquer circunstância.



