O Corante Vermelho nº 3, conhecido como eritrosina, foi proibido pela agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration) para uso em alimentos e medicamentos devido a preocupações com o risco de câncer em estudos realizados com animais. Apesar da medida nos Estados Unidos, o aditivo segue autorizado no Brasil, sem previsão de revisão por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A FDA decidiu banir o corante após estudos em ratos machos de laboratório associarem a substância ao desenvolvimento de câncer. Apesar disso, a agência ressaltou que o mecanismo hormonal que causou o câncer nos animais não ocorre em humanos. Ainda assim, a legislação norte-americana exige que qualquer aditivo ligado ao câncer em humanos ou animais seja retirado do mercado.
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As empresas alimentícias dos Estados Unidos têm até janeiro de 2027 para remover o corante de seus produtos, enquanto a indústria farmacêutica terá até 2028 para se adequar.
A eritrosina é um aditivo sintético amplamente usado para dar uma coloração vibrante a produtos como doces, bolos, coberturas e medicamentos. No rótulo, o corante pode ser identificado pelos nomes “INS 127”, “E127” ou “eritrosina”.
Além dos Estados Unidos, países como Austrália, Nova Zelândia e integrantes da União Europeia já restringiram o uso do corante vermelho em alimentos e medicamentos.
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No Brasil, o uso da eritrosina continua permitido e não há previsão de mudanças por parte da Anvisa. Qualquer revisão dependeria de uma análise das pesquisas mais recentes sobre o tema, algo que ainda não foi iniciado.
Enquanto isso, especialistas sugerem que consumidores preocupados com o uso de corantes artificiais podem optar por verificar os rótulos de alimentos ultraprocessados e evitar produtos que contenham a substância.



