O presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou os sinais de alerta que o levaram ao hospital e ao diagnóstico de um hematoma craniano, que exigiu intervenção cirúrgica. Em entrevista concedida ao programa Fantástico, Lula revelou que começou a sentir dores de cabeça e fraqueza nas pernas, sintomas que o preocupavam, mas que inicialmente não considerou graves.
“Eu achava que era algo passageiro. No domingo senti dor de cabeça e pensei que fosse por conta do sol. Na segunda, notei uma lentidão nos movimentos, especialmente nas pernas, e decidi buscar orientação médica”, relatou.
++ Tarcísio confirma intenção de disputar reeleição ao governo paulista em 2026
A internação aconteceu após um acidente ocorrido no banheiro do Palácio do Alvorada em outubro, quando Lula caiu e bateu a cabeça. Segundo ele, a queda ocorreu ao tentar se movimentar enquanto cortava as unhas. O impacto gerou um traumatismo que resultou no acúmulo de líquido na região cerebral, identificado posteriormente como a causa do sangramento.
Durante a conversa, Lula também comentou o susto ao descobrir a gravidade da situação após exames de imagem. “Eu achei que estava fora de perigo, mas foi um engano meu. Não tomei os cuidados necessários, e isso serviu como um alerta”, afirmou.
Os médicos recomendaram repouso absoluto e evitar atividades físicas nas próximas semanas. O presidente ainda brincou sobre os curativos na cabeça, mencionando o uso de um chapéu como parte do processo de recuperação. Ele destacou sua intenção de seguir as recomendações médicas e a responsabilidade que sente com sua saúde.
++ Flávio Peregrino é alvo de buscas da PF por ligação com Braga Netto
Lula permanecerá em São Paulo até quinta-feira antes de retornar a Brasília. Apesar da recuperação, mantém a expectativa de participar de compromissos internacionais agendados para o final de março. A equipe médica estipulou um período de repouso de até 60 dias.
A recuperação do presidente reforça a importância de estar atento a sinais do corpo e buscar atendimento médico ao perceber alterações inesperadas. O episódio reacende discussões sobre a relevância de cuidados preventivos e acompanhamento médico regular, especialmente em cargos de alta responsabilidade.



