O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o inquérito das Fake News apresentou “singularidades”, mas foi essencial para proteger a democracia no Brasil. Em encontro com jornalistas na segunda-feira (9), em Brasília, o magistrado reconheceu que o processo foi “atípico”, mas destacou sua importância no enfrentamento do extremismo.
Barroso explicou que a extensão do inquérito, iniciado em 2019, ocorreu devido ao surgimento de novos desdobramentos ao longo do tempo. As investigações começaram focadas no combate à desinformação e se expandiram para casos relacionados aos ataques de 8 de janeiro, tentativas de golpe de Estado e outros episódios.
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Entre os alvos das apurações estão empresários, políticos e figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como aliados e ex-assessores. Segundo o ministro, parte das informações já foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas ainda há etapas a serem cumpridas até o encerramento completo das ações penais.
Barroso também projetou um cenário desafiador para 2025. “Mesmo que as denúncias sejam feitas no início do próximo ano, será necessário instruir as ações penais, o que manterá a agitação por mais algum tempo”, afirmou. Apesar disso, ele avalia que o Brasil vive um momento de estabilidade institucional, embora a pacificação total enfrente barreiras.
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“Quem está sendo processado criminalmente não tende a adotar um espírito pacificador”, comentou o ministro, que concluiu ressaltando que o país segue dentro da normalidade institucional, mas ainda com “um mar agitado pela frente”.
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