O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou que há provas que sustentam o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no planejamento de um golpe de Estado em 2022. Durante um encontro com jornalistas em Brasília, Rodrigues reforçou que o relatório produzido pela instituição apresenta evidências consistentes.
“Sim, o ex-presidente sabia da trama golpista. Essa é uma investigação robusta, documentada e respaldada por fatos”, afirmou Rodrigues, mencionando depoimentos de militares, trocas de mensagens e a impressão de um plano golpista dentro do Palácio do Planalto como algumas das provas apresentadas.
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O relatório cita Bolsonaro 516 vezes, descrevendo-o como alguém que “planejou, atuou e teve domínio direto e efetivo” sobre as ações da organização criminosa que buscava permanecer no poder. Segundo o documento, o golpe não foi realizado devido a “circunstâncias alheias” à vontade do ex-presidente.
A análise do indiciamento está agora nas mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por decidir se apresentará uma denúncia contra Bolsonaro. O diretor da PF afirmou estar confiante na qualidade do trabalho investigativo realizado.
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Em resposta, Bolsonaro classificou a investigação como uma “narrativa inventada” pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e pela Polícia Federal. “Não acredito nessa historinha de golpe. Golpe sem soldado na rua, sem tiro, sem prisão. É uma invenção criativa”, disse o ex-presidente a apoiadores em Alagoas.
A análise da PGR sobre o caso será um passo decisivo para definir os próximos desdobramentos jurídicos.
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