Embora o câncer de próstata seja amplamente associado à saúde masculina, ele também pode afetar cães, principalmente os mais velhos. Apesar de raro, o tumor representa um risco significativo quando diagnosticado em estágios avançados, de acordo com especialistas da área veterinária.
Nos cães, a prevalência de câncer de próstata é inferior a 1%, muito menor do que a incidência em humanos, segundo Rodrigo dos Santos Horta, professor da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A doença nos animais geralmente tem origem urotelial, diferente do adenocarcinoma comum em humanos. Além disso, a maioria dos casos em cães não está relacionada a hormônios, como a testosterona, o que torna o perfil do tumor distinto.
Mesmo com a baixa frequência, o câncer de próstata em cães pode ser agressivo. Sua progressão é lenta e, muitas vezes, os sintomas só aparecem em fases avançadas, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo.
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Entre os sintomas mais comuns que podem indicar problemas na próstata dos cães estão:
- Mudanças no formato das fezes;
- Dificuldade ou dor ao urinar e defecar;
- Sangue na urina;
- Perda de apetite e peso;
- Cansaço excessivo;
- Dificuldade para respirar, em casos de metástase.
Exames como ultrassonografia e toque retal são essenciais para a detecção precoce da doença, especialmente em cães acima dos seis anos.
O tratamento do câncer de próstata em cães varia conforme o estágio da doença. Em casos iniciais, a cirurgia pode ser uma opção viável, embora procedimentos como a prostatectomia total apresentem altos riscos de complicações, incluindo incontinência urinária. Outras alternativas incluem radioterapia, anti-inflamatórios e quimioterapia, embora os resultados desta última ainda sejam imprevisíveis.
Para minimizar os riscos de diagnósticos tardios, veterinários recomendam exames clínicos regulares para cães idosos, realizados a cada seis meses. Esses check-ups devem incluir avaliações físicas completas, toque retal e exames de imagem, como radiografias e ultrassonografias.
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Embora a castração seja uma prática comum para reduzir certos tipos de câncer em cães, ela não tem relação comprovada com a prevenção do câncer de próstata. Como a maioria dos casos em cães é independente de hormônios, o efeito protetor da castração, frequentemente observado em outros tipos de tumores, não se aplica.
A atenção à saúde dos animais, especialmente em idades avançadas, continua sendo a principal ferramenta para garantir qualidade de vida e bem-estar. Identificar os sinais cedo é crucial para ampliar as chances de tratamento eficaz.



