Em um discurso realizado nesta quinta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que houve uma tentativa de impedir sua posse após a vitória na eleição presidencial de 2022. A declaração aconteceu durante o lançamento do programa Periferia Viva, no Palácio do Planalto, e foi a primeira manifestação pública de Lula após a divulgação de detalhes sobre o inquérito da Polícia Federal que apura o caso.
“Eles tentaram dar um golpe para que a gente não assumisse a Presidência da República. Isso está ficando evidente e ninguém pode desmentir”, disse o presidente ao comentar os avanços das investigações.
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O caso ganhou novos desdobramentos depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo do relatório da PF e encaminhou o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR) na última terça-feira (26).
Segundo o inquérito, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciadas por suposta participação na articulação de um golpe de Estado. O relatório aponta que Bolsonaro teria tido um papel ativo no planejamento e controle direto das ações do grupo.
Documentos apreendidos com o general Mario Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência na gestão Bolsonaro, indicam que o plano, chamado “Punhal Verde e Amarelo”, previa o assassinato de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. O objetivo seria enfraquecer a chapa vencedora e criar um cenário de instabilidade política que favorecesse a retomada do poder.
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Entre os métodos sugeridos para eliminar Lula, identificado pelo codinome “Jeca”, estava o envenenamento, aproveitando sua suposta vulnerabilidade de saúde. Já Alckmin, chamado de “Joca” no plano, também seria alvo, mas os detalhes sobre sua eliminação não foram especificados.
Em declarações recentes, Bolsonaro refutou as acusações de que teria planejado um golpe, afirmando que sempre agiu dentro dos limites constitucionais. “Nunca houve da minha parte qualquer discussão de golpe. É um absurdo o que estão falando”, declarou o ex-presidente.
O inquérito segue em análise pela PGR, que deverá decidir os próximos passos das investigações. Enquanto isso, o cenário político permanece tenso, com os indícios do plano levantando debates sobre os riscos à democracia brasileira.



