A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve iniciar na próxima semana a análise de um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 36 pessoas como envolvidos em uma suposta conspiração golpista. O documento, que contém 884 páginas, foi enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que fará a leitura e encaminhará o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A investigação da PF concluiu que o grupo teria atuado em 2022 com o objetivo de impedir a transição de poder após a derrota eleitoral de Bolsonaro. Segundo o relatório, a suposta trama incluía planos para manter o ex-presidente no cargo e até mesmo atentar contra as vidas de figuras políticas como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio Alexandre de Moraes.
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A partir do envio do relatório, caberá à PGR decidir entre apresentar denúncias contra os envolvidos, arquivar o caso ou solicitar novas diligências. Este é o terceiro relatório da PF que identifica possíveis crimes relacionados a Bolsonaro. Em investigações anteriores, o ex-presidente foi apontado como suspeito de peculato e lavagem de dinheiro em um caso envolvendo joias recebidas como presentes da Arábia Saudita e por inserir dados falsos no sistema de vacinação contra a Covid-19.
Até agora, a PGR não apresentou denúncias contra Bolsonaro. Durante o período eleitoral, Gonet teria optado por evitar ações que pudessem influenciar as eleições municipais, mantendo a mesma postura em outras investigações sensíveis que tramitam no STF.
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O desenrolar deste caso pode ser decisivo para determinar se o ex-presidente e seus aliados enfrentarão consequências judiciais pelas acusações feitas pela PF.



