Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, desenvolveram uma técnica inovadora para treinar robôs cirúrgicos por meio de vídeos de operações realizadas por médicos. O sistema, chamado de Sistema Cirúrgico da Vinci, foi “ensinado” a executar tarefas cirúrgicas complexas, como manuseio de agulhas, levantamento de tecidos e suturas, apenas assistindo a centenas de horas de gravações de cirurgias realizadas por especialistas ao redor do mundo.
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A inovação foi apresentada na Conferência de Aprendizado de Robótica, em Munique, destacando o potencial de aprendizado por imitação. Utilizando algoritmos semelhantes aos do ChatGPT — com a diferença de que, em vez de palavras, lida com cálculos precisos de movimento —, o robô transforma a movimentação dos cirurgiões em comandos matemáticos, aplicando-os com alta precisão.
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Atualmente, cerca de 7.000 desses robôs da Vinci estão ativos em hospitais ao redor do mundo, e o objetivo é aprimorar essa tecnologia para permitir que realizem cirurgias de maneira independente no futuro. A expectativa é que a robótica assistida por inteligência artificial possibilite avanços significativos na medicina, criando novos padrões de segurança e precisão. “Nossa tecnologia marca um grande passo para a autonomia robótica na área cirúrgica”, afirmam os pesquisadores, que já vislumbram o potencial de que os robôs executem operações complexas sem a necessidade de assistência humana.
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