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quarta-feira, setembro 16, 2026

Polícia Federal investiga possível “cumplicidade por omissão” em explosão no STF

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A Polícia Federal (PF) está apurando se Francisco Wanderley Luiz, responsável pelo ataque explosivo em Brasília, teria comentado suas intenções com outras pessoas antes de realizar o atentado contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A hipótese de “cumplicidade por omissão” pode ser considerada caso se comprove que alguém soube dos planos e não alertou as autoridades.

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De acordo com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a investigação segue aberta a todas as possibilidades. Embora a hipótese de ação isolada ainda seja a mais provável, a equipe de investigação não descarta possíveis conexões. Rodrigues evitou utilizar o termo “lobo solitário”, indicando que qualquer pessoa que tenha interagido com Luiz recentemente, inclusive em relação à compra de fogos de artifício e outros explosivos, pode vir a ser chamada para prestar esclarecimentos.

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A linha investigativa inclui também possíveis ligações com os eventos de 8 de janeiro. Se houver indícios de apoio ou cumplicidade, crimes como abolição violenta do Estado democrático e formação de organização criminosa podem ser considerados. A PF já identificou que Luiz esteve na Câmara dos Deputados pouco antes do ataque e havia visitado o STF anteriormente, em agosto, o que reforça a necessidade de entender o alcance de suas ações e relacionamentos nos últimos meses.

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