A proposta de emenda à Constituição (PEC) para eliminar o regime de trabalho 6×1, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL), teve grande adesão de partidos de esquerda, alcançando 119 assinaturas – o equivalente a 61% do total. O apoio da direita, em contraste, foi bem mais contido, com 32 assinaturas (11%), entre elas apenas uma do Partido Liberal (PL), que abriga figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao todo, 194 assinaturas foram recolhidas até agora, um número acima do mínimo necessário de 171 para o início da tramitação. A deputada Erika Hilton ainda avalia o momento ideal para protocolar a proposta, considerando a etapa crucial da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida atualmente pela deputada Caroline De Toni (PL-SC), ligada ao bolsonarismo.
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Os partidos de esquerda lideram a lista de apoios, com a contribuição maciça do PT, que garantiu 68 assinaturas. Em seguida vêm PSOL, PDT e PSB, com 13 cada, além de PCdoB, PV e Rede.
Por outro lado, os partidos alinhados à direita demonstraram menos envolvimento. Fernando Rodolfo (PE) foi o único representante do PL a endossar a proposta. União Brasil apresentou o maior número de assinaturas da direita, com 20 parlamentares. Republicanos, PSDB, PRD e Cidadania também aderiram, embora com menor expressão.
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Os partidos de centro, como MDB e PSD, contribuíram com 13 assinaturas cada. Avante e Solidariedade também se somaram ao grupo com três adesões cada um. No espectro centro-direita, partidos como PP e Podemos deram apoio mais discreto, com apenas 11 assinaturas no total.
Essas assinaturas refletem a divisão política sobre a proposta, que, apesar do forte apoio da esquerda, enfrentará desafios para avançar nas próximas etapas do processo legislativo.
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