Pesquisas indicam que o cromossomo Y, determinante do sexo masculino nos humanos, está passando por uma lenta deterioração, gerando questionamentos sobre o impacto disso no futuro da espécie. Enquanto as mulheres carregam dois cromossomos X, os homens possuem um X e um Y. É o gene SRY presente no cromossomo Y que ativa o desenvolvimento masculino no embrião, desencadeando a produção de testosterona a partir da 12ª semana de gestação. Contudo, o Y contém um número reduzido de genes em comparação ao X e parece estar perdendo funções ao longo das gerações.
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Com cerca de apenas 55 genes funcionais, o cromossomo Y se diferencia dos demais cromossomos por não ter uma cópia dupla que permite a recombinação genética. Essa limitação o torna mais vulnerável a mutações, o que sugere um processo de degeneração a longo prazo. Estudos revelam que o Y utiliza estratégias como a amplificação gênica e a presença de palíndromos (sequências de DNA simétricas) para preservar alguns de seus genes essenciais, o que retarda seu desaparecimento, mas não resolve completamente sua deterioração.
Para alguns especialistas, a extinção do cromossomo Y em humanos é inevitável, mas isso não significa o fim dos homens. Casos de espécies como o rato-do-mato no Leste Europeu e o rato-espinhoso no Japão mostram que, sem o cromossomo Y, é possível a criação de um novo gene determinante do sexo. Portanto, a evolução poderia permitir alternativas à função original do cromossomo Y, assegurando a continuidade da reprodução.
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Além disso, avanços na genética e nas técnicas de reprodução assistida abrem novas possibilidades. A engenharia genética, por exemplo, poderia fornecer substitutos para a função do cromossomo Y, viabilizando a reprodução mesmo na ausência de seu papel tradicional.
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