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quarta-feira, setembro 16, 2026

Restos mortais de 800 anos podem ser evidência de bioterrorismo medieval

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Em uma descoberta arqueológica fascinante, pesquisadores de várias partes do mundo, entre eles especialistas da Universidade de Copenhague, estudaram ossos humanos de 800 anos encontrados em um poço na Noruega. Esses restos mortais podem representar um dos primeiros indícios de bioterrorismo na história, com o corpo possivelmente usado para contaminar a água potável durante um ataque militar.

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Conhecido como “o homem do poço”, o esqueleto foi datado com tecnologia de radiocarbono e analisado através de sequenciamento de DNA. Embora não tenham sido encontrados patógenos nos ossos, o achado revive uma antiga lenda norueguesa. Diz-se que, em 1197, durante uma disputa pelo Castelo de Sverresborg, um corpo teria sido jogado em um poço para envenenar a água dos residentes locais.

Para o arqueólogo Michael D. Martin, do Museu da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, “essa é a primeira vez que uma pessoa descrita em textos históricos é realmente identificada”. Martin acrescenta que o avanço nas técnicas de DNA pode permitir novas confirmações de relatos antigos no futuro.

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A ideia de bioterrorismo com cadáveres não é inédita, embora as evidências sejam raras. Em 1347, relatos históricos afirmam que forças mongóis teriam lançado corpos infectados pela peste bubônica sobre as muralhas de Caffa, na Crimeia, como parte de uma ofensiva. No entanto, os ossos do “homem do poço” podem representar uma evidência ainda mais antiga desse tipo de ataque.

A pesquisa avança a compreensão de estratégias militares da época e mostra como o uso de cadáveres como “armas” biológicas poderia fazer parte do cenário medieval. Mesmo com a ausência de bactérias ou vírus nos ossos, os especialistas acreditam que, ao lançar o corpo em uma fonte de água, os invasores buscavam disseminar doenças de maneira estratégica.

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