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sábado, outubro 31, 2026

Bolsonaro nega envolvimento em ações pró-campanha feitas pelo ex-chefe da PRF

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Em depoimento à Controladoria-Geral da União (CGU) na última terça-feira (5), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não solicitou ao ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, apoio à sua campanha presidencial em 2022. Bolsonaro foi ouvido em um processo sigiloso que investiga o comportamento de Silvinei durante o período eleitoral.

No segundo turno das eleições, a PRF bloqueou estradas no Nordeste, o que gerou críticas e suspeitas de interferência política. Segundo a Polícia Federal (PF), essas ações aconteceram sem resposta efetiva do comando da corporação, que só desobstruiu as vias após ordem do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Moraes ameaçou prender envolvidos caso não houvesse imediata liberação das estradas.

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Silvinei Vasques, indiciado pela PF em agosto, é investigado por promover atividades e publicações em apoio ao então candidato Bolsonaro. A CGU apura se ele usou seu cargo para influenciar o processo eleitoral, inclusive com entrevistas e presenças em eventos públicos. Além de Silvinei, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e outros quatro policiais envolvidos no processo eleitoral também foram indiciados.

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A defesa de Silvinei afirma que ele não representava riscos às investigações e argumentou com base em seu quadro de saúde para obter sua liberação em agosto, após quase um ano preso. O ex-chefe da PRF, agora em liberdade, permanece com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, suspensão do porte de armas e proibição de contato com outros investigados.

Silvinei enfrenta acusações por possível tentativa de limitar o exercício de direitos políticos. Em caso de condenação, a pena varia entre 3 e 6 anos de prisão.

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