Em uma entrevista concedida ao canal de TV francês TF1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a situação política nos Estados Unidos, afirmando que a vitória de Kamala Harris nas eleições presidenciais seria mais benéfica para a democracia do país.
Lula destacou que o fortalecimento da democracia americana seria mais seguro com a atual vice-presidente, em comparação com a gestão de Donald Trump, especialmente após os eventos do ataque ao Capitólio, que ele classificou como um momento de crise para a democracia dos EUA.
Lula sublinhou a importância de uma política que permita o diálogo e a disputa civilizada, criticando o clima de ódio e desinformação que, segundo ele, tem se espalhado não só nos Estados Unidos, mas também na Europa e na América Latina.
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Para o presidente, a ascensão de ideias fascistas e neonazistas representa uma ameaça global, que deve ser combatida com urgência.
Durante a entrevista, Lula também abordou questões relacionadas à presidência brasileira do G20, que ocorrerá no Rio de Janeiro. Ele destacou a principal prioridade da cúpula: a criação de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
O presidente criticou a persistência da fome no mundo, apontando que, apesar da autossuficiência mundial na produção de alimentos, 733 milhões de pessoas ainda passam fome.
Para enfrentar esse problema, Lula defendeu a criação de um imposto sobre grandes fortunas, com alíquota de 2%, que poderia gerar uma arrecadação significativa para combater a fome e as desigualdades sociais.
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Além disso, Lula comentou sobre a necessidade de reformas nas instituições multilaterais, especialmente na Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo a inclusão de mais países africanos, latino-americanos e asiáticos no Conselho de Segurança e o fim do direito de veto.
Ele também expressou sua posição sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, sugerindo que uma solução negociada, incluindo a realização de referendos para decidir sobre a ocupação de territórios ucranianos, seria uma alternativa mais democrática e justa.
A entrevista de Lula reflete sua postura de defender a democracia, a justiça social e uma maior colaboração global para enfrentar desafios como a fome, as desigualdades econômicas e os conflitos internacionais, temas centrais para o Brasil durante sua presidência do G20.
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