18.2 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Supremo Tribunal Federal assume investigação sobre venda de sentenças em Mato Grosso do Sul

Leia mais

A investigação sobre a suspeita de venda de sentenças judiciais por desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul foi transferida do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o Supremo Tribunal Federal (STF), ficando sob a responsabilidade do ministro Cristiano Zanin. A investigação aborda supostas irregularidades nas decisões judiciais do estado, e, segundo fontes, também se conecta com casos em outros estados por envolver um mesmo lobista.

Na última quinta-feira (24), o STJ autorizou uma operação da Polícia Federal (PF), que resultou no afastamento de cinco desembargadores de Mato Grosso do Sul suspeitos de envolvimento no esquema. A decisão foi tomada pelo ministro Francisco Falcão, atendendo ao pedido da PF de investigar possíveis práticas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos públicos.

++ Lula adianta volta ao Brasil e não deve votar no domingo

Os magistrados afastados incluem Sérgio Fernandes Martins, presidente do TJ-MS; Sideni Soncini Pimentel, que assumiria a presidência do Tribunal; Vladimir Abreu da Silva, futuro vice-presidente; e os desembargadores Marcos José de Brito Rodrigues e Alexandre Aguiar Bastos. Segundo as investigações, Martins teria recebido dinheiro sem declaração e realizado compras de bens, como automóveis e cabeças de gado, sem comprovar a origem dos valores.

A operação, intitulada “Última Ratio,” visa desarticular o esquema de corrupção e garantir a integridade dos processos. Com o avanço das apurações, Zanin solicitou análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve decidir sobre a continuidade das investigações no STF ou seu retorno a instâncias inferiores.

++ Presidente da Alerj propõe encontro nacional sobre segurança pública no Rio de Janeiro

Em comunicado oficial, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul afirmou estar ciente da operação, embora ainda não tenha acesso completo aos autos do processo. “Estamos comprometidos com a transparência e aguardamos mais informações para prestar os devidos esclarecimentos,” declarou o Tribunal.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias