O mercado de luxo global enfrenta um momento de desaceleração, enquanto o Brasil desponta com um crescimento surpreendente no setor. Marcas renomadas como Chanel, Prada, Louis Vuitton e Dior estão enfrentando desafios nos Estados Unidos e na Europa, com quedas nas ações e receitas abaixo das expectativas.
Um dos principais motivos para essa desaceleração global é a economia chinesa, que tem registrado uma retração e impactado fortemente essas marcas, já que a China é responsável por cerca de 25% do consumo global de produtos de luxo.
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A LVMH, por exemplo, registrou uma queda de 14% nas vendas na Ásia no primeiro semestre de 2024, enquanto outras marcas como Kering, proprietária da Gucci, também viram suas receitas diminuírem de forma expressiva.
Em contraste, o Brasil apresenta um cenário promissor, com um crescimento anual de 18% no mercado de luxo, superando a média global de 10%. De acordo com a Brain & Company, o mercado de luxo movimentou R$ 74 bilhões em 2022 no país, com expectativas de atingir R$ 130 bilhões até 2030.
Esse crescimento é impulsionado pela demanda por moda e acessórios, que servem como porta de entrada para novos consumidores desse segmento. Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram têm desempenhado um papel fundamental ao ampliar o alcance dessas marcas e criar desejo entre os consumidores.
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O fenômeno do “quiet luxury”, um estilo mais discreto, sem logos evidentes, também está ganhando força entre os consumidores brasileiros, que buscam marcas alinhadas a propósitos como sustentabilidade e consumo consciente.
Esse movimento é impulsionado, em parte, pela popularização do mercado de segunda mão, com o aumento de brechós e o fortalecimento do mercado de revenda de itens de luxo, que oferece exclusividade e preços mais acessíveis.
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