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quarta-feira, setembro 16, 2026

PL condiciona apoio nas eleições do Congresso à anistia de Jair Bolsonaro

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O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (17) que a anistia a Jair Bolsonaro será uma exigência para o apoio do partido nas eleições internas que definirão os próximos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. O objetivo é restaurar a elegibilidade do ex-presidente, que foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.

Durante entrevista à CNN, Valdemar destacou que a bancada do PL, composta por 92 deputados na Câmara e 14 senadores, irá lutar para que o perdão a Bolsonaro seja incluído na pauta dos futuros presidentes das duas Casas Legislativas. “Precisamos colocar esse tema em discussão para garantir o nosso apoio. O projeto de anistia não menciona Bolsonaro ainda, mas vamos trabalhar para isso”, afirmou.

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Eleições internas movimentam o Congresso
A eleição para a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara e de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado está marcada para fevereiro de 2025, mas as articulações já estão em andamento. No entanto, para o PL, o apoio aos candidatos que disputam os cargos estará condicionado à aprovação de ajustes no chamado “projeto de anistia”, que está atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

O projeto, que prevê o perdão para quem participou ou apoiou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, não inclui Jair Bolsonaro até o momento. Contudo, Valdemar Costa Neto reiterou a intenção do partido de alterar o texto para incluir o ex-presidente. “Vamos lutar para incluir Bolsonaro. Ele foi condenado de forma absurda por expressar sua opinião. Isso precisa ser revertido”, disse.

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A presidente da CCJ, deputada Caroline De Toni (PL-SC), já manifestou preocupação com a influência das articulações eleitorais sobre o debate da proposta de anistia. Enquanto isso, deputados governistas temem a aprovação do projeto na comissão, mas acreditam que o texto enfrentará resistência no plenário.

Valdemar ressaltou que a reversão da inelegibilidade de Bolsonaro poderia ser discutida no Supremo Tribunal Federal (STF), mas afirmou que o caminho mais viável seria uma decisão do Congresso. “Precisamos convencer os deputados. Esse embate com Bolsonaro não pode ser resolvido da maneira como foi no TSE”, concluiu.

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