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quarta-feira, setembro 16, 2026

Lula critica visão econômica sobre políticas públicas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou insatisfação com a maneira como as políticas públicas são tratadas pela imprensa e o mercado financeiro. Durante o lançamento do programa Arroz da Gente, nesta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto, Lula destacou que os programas sociais promovidos pelo governo são frequentemente vistos como “gastos”, enquanto investimentos feitos pelo setor privado são celebrados como impulsionadores da economia.

“É inacreditável como qualquer política social que implementamos é tratada como gasto. Mas quando um empresário investe na melhoria de condições para seus trabalhadores, isso é visto como um grande avanço”, afirmou o presidente. Lula ainda reforçou que o governo tem como prioridade apoiar pequenos produtores rurais e setores essenciais como saúde e educação.

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Erradicação da fome até 2026

Lula reafirmou o compromisso de erradicar a fome no Brasil até o final de seu mandato, em 2026, ressaltando que a insegurança alimentar é resultado da má gestão por parte dos governantes. Segundo ele, “a fome é fruto da irresponsabilidade dos que governam, e cabe ao Estado fazer escolhas que priorizem quem mais precisa”.

O programa Arroz da Gente, parte do plano Alimento no Prato, prevê um investimento de R$ 1 bilhão para a compra de até 500 mil toneladas de arroz de pequenos e médios produtores, garantindo a segurança alimentar e o fortalecimento da agricultura familiar. Além disso, o governo planeja a criação de novas centrais de abastecimento em estados como Bahia, São Paulo e Ceará, facilitando o acesso a alimentos essenciais.

Apoio à produção orgânica e agroecológica

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Durante o evento, o presidente também assinou o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que visa fortalecer cadeias produtivas de alimentos orgânicos e agroecológicos no Brasil. Com foco em pesquisa, inovação e inclusão de grupos sociais vulneráveis, como mulheres, jovens, indígenas e quilombolas, o plano reúne 92 ações estratégicas para impulsionar a agricultura familiar.

Essas iniciativas integram programas maiores, como o Plano Brasil Sem Fome e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), reforçando o compromisso do governo com o combate à fome e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis.

Contexto do Mapa da Fome

O Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em 2014, mas voltou a enfrentar altos índices de insegurança alimentar em 2019. Dados recentes mostram uma redução de 85% na insegurança alimentar severa no país, com 14,7 milhões de brasileiros deixando de passar fome em 2023. Lula reforçou a importância de seguir nesse caminho para garantir a erradicação completa da fome até o final de seu governo.

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