Desde a última sexta-feira (11) sofrendo com um apagão, a cidade de São Paulo fez um levantamento em que aponta para prejuízos massivos, estimados em R$ 100 milhões para bares e restaurantes da região. A forte tempestade que durou apenas 20 minutos deixou milhões de pessoas sem energia elétrica.
Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP), cerca de 50% dos 155 mil estabelecimentos na capital foram impactados, com uma perda mínima de R$ 10 mil por local. A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares de São Paulo (Fhoresp) também destacou o impacto econômico severo, que já atinge R$ 100 milhões.
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Restaurantes de alto padrão, como o Evvai, comandado pelo chef Luiz Filipe Souza, perderam cerca de R$ 200 mil em faturamento, além de R$ 55 mil em insumos que estragaram sem refrigeração. O Arturito, da chef Paola Carosella, ficou sem energia por 72 horas e sofreu um prejuízo de R$ 250 mil.
Outros estabelecimentos adotaram estratégias criativas para minimizar perdas, o chef Ricardo Lapeyre, do Le Bulô, improvisou um “churrasco do mar” na calçada, utilizando os poucos insumos que conseguiu preservar com gelo, evitando a perda total.
Além das perdas financeiras, os restaurantes enfrentaram o descarte de alimentos e a frustração de eventos cancelados, enquanto as despesas fixas continuaram. Muitos estabelecimentos relataram que o fim de semana, período de maior faturamento, foi um desastre financeiro.
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Como resposta, a Fhoresp e a Abrasel SP já estão tomando medidas legais contra a Enel, a concessionária responsável pelo fornecimento de energia, ambas pretendem buscar reparação pelos danos, destacando que o apagão foi o segundo grande incidente em menos de um ano a afetar drasticamente o setor.
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