Nas eleições municipais de 2024, 11 capitais brasileiras definiram seus prefeitos já no primeiro turno, realizado no dia 6 de outubro. Em cidades onde haverá segundo turno, a nova votação está marcada para 27 de outubro. Um levantamento mostra que, entre essas 11 capitais, apenas três (Rio Branco, São Luís e Teresina) elegeram prefeitos sem maioria de vereadores do mesmo partido.
O cenário é distinto em outras capitais, como o Rio de Janeiro, onde o prefeito eleito Eduardo Paes (PSD) terá uma base de apoio significativa, já que seu partido conseguiu a maior bancada na Câmara, com 16 cadeiras. Por outro lado, em Teresina, o prefeito Silvio Mendes (União Brasil) enfrenta uma situação mais desafiadora, com apenas uma cadeira de seu partido, enquanto o PT lidera com sete vereadores.
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Cidades com maioria e equilíbrio na Câmara
O apoio do legislativo pode facilitar a governabilidade nas capitais onde os partidos dos prefeitos eleitos têm maior representatividade nas câmaras. Em Maceió, por exemplo, o prefeito Jhc (PL) terá uma base sólida, com 11 vereadores de seu partido, que forma a maior bancada. O mesmo ocorre em Recife, onde João Campos (PSB) conta com 15 vereadores da legenda, garantindo ampla maioria.
No entanto, em cidades como Florianópolis, Macapá, Boa Vista e Vitória, as câmaras municipais apresentam um equilíbrio entre diferentes partidos, sem que haja uma clara maioria governista. Nessas cidades, a negociação com outras legendas será essencial para a implementação de políticas.
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Confira a situação das 11 capitais
- Boa Vista: Arthur Henrique (MDB) foi reeleito com 75,18% dos votos. O MDB, junto com o Republicanos, tem a maior bancada, com quatro cadeiras cada.
- Florianópolis: Topázio (PSD) venceu com 58,49% dos votos. O PSD compartilha a liderança na Câmara com o PL, ambos com cinco cadeiras.
- Macapá: Dr. Furlan (MDB) foi eleito com 85,08% dos votos. O MDB, PDT, Podemos e União Brasil possuem três cadeiras cada.
- Maceió: Jhc (PL) conquistou 83,25% dos votos e tem a maior bancada com 11 vereadores do PL.
- Recife: João Campos (PSB) foi reeleito com 78,11% dos votos. O PSB domina a Câmara com 15 cadeiras.
- Rio Branco: Tião Bocalom (PL) venceu com 54,82% dos votos. O PL tem três vereadores, mas a maior bancada é do PP, com seis cadeiras.
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) foi reeleito com 60,47% dos votos, e seu partido possui 16 cadeiras, a maior bancada da Câmara.
- Salvador: Bruno Reis (União Brasil) venceu com 78,67% dos votos e conta com sete vereadores do seu partido, a maior bancada.
- São Luís: Eduardo Braide (PSD) foi eleito com 70,12% dos votos. O PSD tem cinco cadeiras, mas o PSB lidera com seis vereadores.
- Teresina: Silvio Mendes (União Brasil) conquistou 52,19% dos votos. Ele enfrenta um cenário difícil, com apenas uma cadeira de seu partido, enquanto o PT tem sete vereadores.
- Vitória: Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi reeleito com 56,22% dos votos. A Câmara é equilibrada, com três cadeiras para PP, PSB e Republicanos.
Esses cenários demonstram que, em algumas capitais, a governabilidade será desafiada pela composição plural das câmaras, enquanto em outras o apoio legislativo facilitará a administração dos prefeitos eleitos.
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