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quarta-feira, setembro 16, 2026

Nova célula descoberta acelera cicatrização e pode beneficiar diabéticos

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A ciência deu um importante passo rumo à aceleração do processo de cicatrização. Uma equipe do South Australian Health and Medical Research Institute (Sahmri) identificou uma célula com grande potencial para promover a recuperação mais rápida de feridas, especialmente em pacientes diabéticos que sofrem com feridas crônicas, condição que pode, em casos graves, resultar em amputações.

A célula recém-descoberta, chamada provisoriamente de “EndoMac”, possui uma característica diferenciada: ela pode se transformar em dois tipos de células especializadas essenciais para a cicatrização. A primeira delas é uma célula endotelial, responsável pela formação de vasos sanguíneos, enquanto a outra se diferencia em macrófago, um glóbulo branco que auxilia no reparo de tecidos danificados. Essa combinação torna o processo de regeneração mais eficiente e rápido.

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A descoberta, publicada na Nature Communications, foi realizada por meio de estudos com camundongos. Os pesquisadores isolaram a célula progenitora a partir da aorta dos roedores e a cultivaram em laboratório. Nos testes iniciais, essas células foram transplantadas para feridas em camundongos diabéticos, e os resultados foram promissores: a cicatrização das lesões apresentou uma melhora significativa em poucos dias, algo que pode representar um avanço notável no tratamento de feridas difíceis de curar.

“Em poucos dias, observamos uma recuperação impressionante das feridas diabéticas tratadas com essas células”, afirmou Sanuri Liyange, uma das pesquisadoras à frente do estudo. Segundo ela, a descoberta pode revolucionar o tratamento de feridas crônicas.

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O próximo passo da pesquisa será explorar se essa célula pode também contribuir para a recuperação muscular e investigar se uma célula equivalente está presente em seres humanos, o que abriria portas para novas possibilidades terapêuticas.

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