A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou a formação de um comitê independente voltado para fiscalizar suas operações e reforçar a segurança. O novo órgão, chamado Comitê de Proteção e Segurança (Safety and Security Committee), será responsável por monitorar o desenvolvimento dos modelos de inteligência artificial da empresa, garantindo que práticas de privacidade e segurança sejam seguidas rigorosamente.
Antes, o comitê já existia dentro da própria estrutura da OpenAI, mas agora funcionará de forma autônoma, sem vínculos diretos com os funcionários da companhia. Embora mantenha diálogo com as equipes de segurança e o conselho diretor, seu papel é mais amplo e pode interferir em decisões críticas, como atrasar ou revisar lançamentos que apresentem riscos à segurança digital.
Essa iniciativa segue um modelo similar ao adotado pela Meta, que criou um comitê independente para tratar questões sensíveis em suas plataformas. O primeiro grande trabalho do novo comitê da OpenAI foi a revisão da estrutura do modelo de linguagem o1, que marca a próxima fase da tecnologia da empresa.
Mudanças e reestruturação interna
A decisão de criar o comitê autônomo veio após uma análise de 90 dias sobre as práticas de transparência da OpenAI. Outro resultado dessa revisão foi a saída de Sam Altman, cofundador e CEO, do conselho de administração da empresa, que anteriormente acumulava o cargo de diretor e fiscalizador, gerando um possível conflito de interesses.
A nova equipe responsável pela segurança será liderada por Zico Kolter, especialista em aprendizado de máquina e professor na Carnegie Mellon University. Além dele, fazem parte do comitê o CEO do Quora, Adam D’Angelo, o general aposentado Paul Nakasone e Nicole Seligman, membro do conselho da Sony.
Essa reestruturação reforça as expectativas de que a OpenAI caminha para se tornar uma empresa com fins lucrativos, mudança prevista para acontecer até 2025.
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