A Sororitê, que começou como uma rede de investidor anjo para conectar mulheres interessadas em investir em startups lideradas por outras mulheres, está dando um passo significativo na transformação do mercado de venture capital brasileiro. As cofundadoras, Erica Fridman e Jaana Goeggel, anunciaram o lançamento do Sororitê Fund 1, um fundo de venture capital de R$ 25 milhões.
Desde sua fundação em 2021, a empresa já reúne 140 executivas e empresárias, com investimentos que ultrapassam R$ 6 milhões em 16 startups, para Jaana, investir em diversidade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia de negócios que promove inovação e resiliência organizacional.
“Diversidade é inovação e constrói organizações resilientes e com bons resultados”, afirma.
Quando as duas começaram na companhia, elas perceberam a escassez de mulheres tanto no lado dos investidores quanto entre as empreendedoras que buscavam capital, esse contexto é um reflexo de um cenário global desafiador, onde apenas 3% dos investimentos de venture capital são destinados a negócios fundados por mulheres.
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A missão da Sororitê é desafiar essa realidade e provar que investir em startups fundadas por mulheres é não apenas necessário, mas lucrativo, a abordagem de foco em gênero, comum em mercados como o dos EUA, começa a ganhar força no Brasil.
“Queremos encontrar a próxima Cristina Junqueira [cofundadora do Nubank] e as irmãs Daniela e Juliana Binatti [cofundadoras da Pismo, vendida para a Visa por US$ 1 bilhão]”, destaca Erica.
O Sororitê Fund 1 focará em startups de tecnologia com modelos de negócios escaláveis, como fintechs, health techs, agtechs e retail techs. A tese de investimento valoriza a capacidade da equipe fundadora e a relevância do problema que a empresa está resolvendo.
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A aceitação da tese de investimentos do fundo tem sido positiva tanto entre homens quanto entre mulheres, dado o enfoque inovador e promissor do fundo, o objetivo é atrair investidores individuais, family offices e empresas que compartilhem a visão de que o mercado brasileiro oferece um potencial único.
“Ainda existem desafios, mas estamos em um momento de cada vez menos dúvida sobre o potencial das mulheres no venture capital e à frente das empresas”, concluiu Erica.
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