
Justiça do DF nega pedido de Willer Tomaz para impedir Richarlison de comentar disputa por mansão (Foto: Instagram)
A Justiça do Distrito Federal negou o pedido de tutela de urgência apresentado pelo advogado Willer Tomaz e pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens. Eles queriam obrigar o jogador Richarlison a apagar publicações e a não fazer novos comentários sobre a disputa por uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
A decisão foi assinada pelo juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília. Ele observou que, quando o pedido foi apresentado, não havia conteúdos ativos disponíveis para remoção. Também avaliou que proibir previamente novas manifestações se aproximaria de censura, vedada pela Constituição.
A ação foi protocolada em julho. Nela, a defesa de Tomaz pediu a retirada de publicações e indenização de R$ 200 mil por danos morais. O pedido foi motivado por declarações de Richarlison nas redes sociais, nas quais o atacante afirmou que a propriedade havia sido “tomada” depois de ele investir cerca de R$ 10 milhões no imóvel.
Segundo o juiz, parte das publicações contestadas havia sido feita nos stories do Instagram, que desaparecem após 24 horas, e outras já tinham sido apagadas pelos próprios autores dos perfis. Por isso, uma ordem de remoção não teria efeito prático nesse caso. O magistrado acrescentou que eventuais excessos na internet devem ser avaliados individualmente, depois de ocorrerem, sem impedir antecipadamente a manifestação do pensamento.
A disputa envolve os direitos de ocupação da mansão e inclui a empresa de Willer Tomaz, a Sport 70, ligada ao antigo empresário do atleta, e menções ao senador Flávio Bolsonaro. Em 2025, o STJ validou decisões favoráveis à WT Administração. Richarlison continua cobrando os valores que afirma ter investido e acionou órgãos policiais para que o caso seja investigado.
Com a negativa da liminar, o processo de indenização segue em andamento. A ação aguarda a citação formal de Richarlison, por meio de carta precatória enviada à Justiça do Rio de Janeiro, para que o jogador apresente sua defesa.



