Danielle Salazar, de 39 anos, descobriu que estava sendo traída pelo marido enquanto enfrentava um câncer em estágio avançado. Moradora de Forks, no estado de Washington, nos Estados Unidos, ela recebeu a informação sobre o relacionamento extraconjugal em agosto de 2026, meses depois de ser informada de que a doença havia retornado e se espalhado pelo organismo. Segundo seu relato ao Daily Mail, o marido deixou a residência do casal após ser confrontado.
A norte-americana contou que soube da traição por um familiar do então companheiro, que também lhe enviou um vídeo como prova. Na ocasião, Danielle estava no Arizona, visitando o irmão, e decidiu telefonar para o marido. “Ele não negou. Assim que foi confirmado, eu vomitei imediatamente”, relatou. “Eu estava no Arizona, visitando meu irmão, quando descobri, então tudo aconteceu pelo telefone. Vi meu marido sair pela câmera da porta da frente e não o vejo desde então. Pela primeira vez em oito meses, passei um dia inteiro sem pensar no câncer”, acrescentou.
Danielle afirmou que entrou com o pedido de divórcio logo após descobrir o relacionamento extraconjugal. Ela e o ex-marido, cuja identidade não foi divulgada, estavam juntos desde 2019 e haviam se casado em 2022. “Sinceramente, ainda estou tentando processar tudo isso. Fazer isso com uma pessoa é horrível, mas fazer isso com sua companheira que está morrendo? Eu não sabia que existia esse nível de maldade tão perto de mim”, declarou.
++ Prorrogação da votação pode levar à anulação das eleições?
O diagnóstico de câncer aconteceu durante as tentativas do casal de ter um filho. Após o casamento, Danielle iniciou um tratamento de fertilização in vitro porque não conseguia engravidar naturalmente. “Eu realmente queria ter um filho com meu marido. Não estava acontecendo, então decidimos recorrer à fertilização in vitro”, explicou.
Durante os exames, os médicos identificaram uma formação de aproximadamente dez centímetros no ovário esquerdo. Danielle, que já havia recebido o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos e apresentava menstruação irregular e cólicas intensas, foi informada inicialmente de que se tratava de um cisto. “Disseram que, por ser ‘apenas um cisto’, a cirurgia não era clinicamente necessária. Mas algo dentro de mim dizia o contrário”, contou.
Ela decidiu realizar o procedimento para retirar a formação. Durante a operação, porém, o médico identificou que não se tratava de um cisto, mas de um tumor.
++ Lula afirma que não escolheu o Congresso: foi o povo, e é com ele que trabalhará
Danielle foi encaminhada para atendimento oncológico no Virginia Mason, em Seattle, onde passou por diferentes cirurgias. Naquele período, ainda tentava preservar a possibilidade de engravidar. “Era uma cirurgia atrás da outra. Eu queria ter um filho e estava tentando preservar minha fertilidade de todas as maneiras possíveis”, relembrou.
Segundo a paciente, o oncologista explicou posteriormente que seria necessário retirar o útero para evitar que a doença colocasse sua vida em risco.
Em dezembro de 2023, Danielle passou por uma cirurgia para remover as trompas, os ovários, o útero, o colo do útero, parte do omento e uma porção da parede da bexiga. O procedimento eliminou a possibilidade de gestação e provocou a menopausa. “Eu já tinha passado por muitas cirurgias antes e consigo suportar a dor, mas aquela foi a experiência mais dolorosa da minha vida”, afirmou.
Após a operação, Danielle chegou a ser considerada livre do câncer. No entanto, no fim de 2025, começou a apresentar náuseas, cansaço e uma sensação de rasgo no abdômen ao se deitar de barriga para baixo.
Em janeiro de 2026, exames de sangue e uma tomografia identificaram o retorno da doença, desta vez com disseminação para outras regiões do corpo. “Uma tomografia mostrou tumores por todo o meu abdômen e até o assoalho pélvico”, revelou.
Danielle recebeu o diagnóstico de carcinoma seroso de baixo grau em estágio 4, com comprometimento do peritônio e dos linfonodos. Inicialmente, os medicamentos conseguiram controlar o crescimento dos tumores, mas, segundo ela, o tratamento deixou de apresentar o resultado esperado.
++ Professor treina para correr 5 km com aluna cadeirante e a carrega nos braços até a chegada
A paciente também relatou que os tumores não podem ser retirados cirurgicamente porque estão ligados a outros órgãos. Ela pretende conversar com seu oncologista sobre a possibilidade de participar de estudos clínicos.
Quando recebeu o diagnóstico de recorrência, em janeiro, Danielle foi informada de que sua expectativa de vida poderia variar entre 18 e 36 meses.
Nos últimos meses, ela passou a viajar e a manter contato com outras pessoas que também enfrentam o câncer. Ao falar sobre como deseja ser lembrada, Danielle afirmou que procura aproveitar o tempo que tem. “Peguei o que a vida me deu e tornei isso o mais bonito possível. É esse o legado que quero deixar. Quero que outras pessoas façam o mesmo”, declarou.



