
Mais de 158 milhões de brasileiros voltam às urnas neste domingo, 25, para escolher o presidente no segundo turno das eleições de 2026. Em seis unidades da Federação, também haverá disputa para governador. (Foto: Instagram)
Mais de 158 milhões de brasileiros voltam às urnas neste domingo, 25, para escolher o presidente no segundo turno das eleições de 2026. No Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre, Tocantins e Distrito Federal, também haverá disputa para governador, pois nenhum candidato obteve mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. Pela terceira vez, a votação terá horário unificado: das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. No Acre, por exemplo, as seções funcionarão das 6h às 15h, no horário local. A mudança também afeta Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.
Nos Estados e no Distrito Federal onde ainda há disputa para governador, esse será o primeiro cargo a receber votos, por meio de números de dois dígitos. Em seguida, o eleitor votará para presidente. Em 21 Estados — Amapá, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro — a votação será apenas para presidente, pois os governadores foram eleitos no primeiro turno.
Eleitores com biometria cadastrada podem se identificar usando as digitais. Os demais devem apresentar documento oficial com foto, como RG, identidade social, passaporte, certificado de reservista, carteira de trabalho, carteira profissional reconhecida por lei ou CNH. O e-Título também é aceito, mas o prazo para baixá-lo terminou no dia anterior à votação. Antes de sair, é recomendado consultar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou o aplicativo e-Título para confirmar o local e verificar possíveis mudanças de zona ou seção.
É permitido levar uma cola em papel com os números dos candidatos, mas não entrar na cabine com celular. Bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros adornos podem ser usados; distribuir material eleitoral, inclusive santinhos, é proibido no dia do pleito. Segundo o TSE, a apuração deve começar às 17h, no horário de Brasília, após o encerramento das seções.
O eleitorado apto soma 158.745.463 pessoas, 1,82% a mais que em 2024, quando eram 155.912.680. Os votantes estão distribuídos por 5.571 cidades, em 517.206 seções e 2.641 zonas eleitorais. Mulheres são 52,84% do total e homens, 47,15%; 23.336 pessoas (0,01%) não têm informação de gênero. Nesta quinta eleição consecutiva com garantia de uso do nome social nos documentos eleitorais, 38.472 pessoas farão essa opção, ante 41.537 em 2024. São Paulo concentra 21,48% do eleitorado, Minas Gerais, 10,32%, e Rio de Janeiro, 8,1%.
No primeiro turno, mais de 33 milhões de brasileiros não votaram, levando a abstenção a 21,07%, a maior em uma eleição presidencial desde 1998. O índice subiu de 16,75% em 2006 para 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022, antes de atingir o atual percentual.
No exterior, 918.876 brasileiros estão aptos a votar exclusivamente para presidente e vice, pouco mais de 0,5% do eleitorado. Eram cerca de 697 mil em 2022 e pouco mais de 354 mil em 2014. Entre eles, aproximadamente 528 mil são mulheres (57%) e 391 mil, homens (43%). Solteiros representam 52%, casados 42%, divorciados 6% e viúvos 1%; há ainda 6.614 pessoas com deficiência (0,72%). Os eleitores estão distribuídos por 134 países e 186 cidades. No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 47,6% dos votos válidos no exterior, ante 43,5% de Flávio Bolsonaro (PL); Lula venceu em 85 localidades e Flávio, em 59. No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 e analfabetos. Há 1,6 milhão de eleitores de 16 e 17 anos e quase 17 milhões com mais de 70, grupo que cresceu 15,75% desde 2022.



