
Em ato de campanha em Copacabana, Lula criticou Flávio Bolsonaro e afirmou que “o Brasil não é quintal de ninguém”. (Foto: Instagram)
Em ato de campanha na orla de Copacabana, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou Flávio Bolsonaro (PL) e sua postura em relação aos interesses do governo norte-americano. “O Brasil não é quintal de ninguém”, afirmou. Lula disse que as pessoas podem discordar das políticas públicas de seu governo, mas que “deixar de votar em um trabalhador para votar num miliciano é demais”. Também declarou que os adversários “vão encher o território de milicianos”.
Durante a mobilização, o carro utilizado para saudar o público precisou ser trocado depois de um pneu furar. Lula aproveitou a pausa para afirmar que, em uma eventual gestão de Flávio, o Sistema Único de Saúde (SUS) seria privatizado, a escala 6×1 seria alterada e o projeto de transporte público gratuito aos fins de semana não seria aprovado. Ele defendeu que a sociedade se convença de que “não pode eleger miliciano” e disse que a campanha depende da participação popular: “A grande lição de 2026 é que sem povo não se ganha as eleições”.
O presidente também chamou de “desfaçatez” a postura de Flávio, durante debate da Rede Globo, diante da família de Ana Klara, menina de cinco anos morta em 2021 por um tiro de fuzil disparado por um policial. Flávio atua como advogado do agente. “Cada mulher desse país não pode votar num miliciano”, afirmou Lula. A primeira-dama, Rosângela Janja da Silva, apoiou a mensagem e disse que as mulheres são “guardiãs da democracia” e podem garantir a Lula um quarto mandato, por ele fazer políticas voltadas a elas.
Lula agradeceu à mobilização dos cariocas, que classificou como um dos momentos “mais bonitos já vistos”. Durante a caminhada, houve distribuição de água e atendimentos médicos. Antes do percurso, que reuniu milhares de apoiadores, ele disse a jornalistas estar confiante na vitória no segundo turno, marcado para domingo, 25. “Amanhã eu serei eleito presidente outra vez. Estou com sabor de vitória na boca”, declarou. Também afirmou que o país tem “o maior exército democrático do mundo”, referindo-se ao canal criado pelo deputado André Janones (Rede).
O presidente chegou cerca de uma hora depois do horário previsto, acompanhado, entre outras autoridades, pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), e por Eduardo Paes, que disputou o governo fluminense e perdeu no primeiro turno para Douglas Ruas (PL). Paes participou de apenas uma agenda de Lula durante a campanha, embora o presidente tenha pedido votos para ele e para Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado que não se elegeu. Lula disse que sentiu falta de caminhar com prefeitos da Baixada Fluminense e afirmou que manterá o compromisso com as cidades, independentemente dos partidos dos gestores.
Lula destacou investimentos federais de R$ 20 bilhões na Baixada Fluminense e prometeu dar continuidade às obras, qualquer que seja a filiação partidária dos prefeitos. Ele deixou Copacabana após percorrer cerca de três quilômetros sob sol forte, no último dia de campanha, sábado, 24. Em seguida, foi para São Paulo, onde faria seu último ato presidencial na Avenida Paulista.



