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sábado, outubro 24, 2026

Mulher com seios de 25 kg sofre com dores e tem cirurgia negada

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Summer Robert, de 25 anos, que vive em Glasgow, na Escócia, enfrenta dificuldades para conseguir uma cirurgia de redução mamária após ser diagnosticada com gigantomastia, condição rara caracterizada pelo crescimento excessivo do tecido das mamas. Segundo seu relato ao jornal britânico Metro, os seios aumentaram dez tamanhos em apenas um ano e chegam a pesar, juntos, aproximadamente 25 quilos. Apesar das dores e limitações físicas, ela afirma que o procedimento foi negado pelo sistema público de saúde britânico devido ao seu índice de massa corporal (IMC).

Com aproximadamente 1,45 metro de altura, Summer conta que atualmente utiliza tamanhos de sutiã equivalentes às medidas britânicas 30N ou 28O, que equivalem ao tamanho 60 no Brasil. O crescimento das mamas começou ainda na infância e, aos 7 anos, ela precisou pegar emprestado um sutiã da mãe de uma amiga porque o uniforme escolar já não servia adequadamente.

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O problema se intensificou ao longo dos anos. Entre os 22 e os 24 anos, Summer voltou a perceber um aumento acelerado recentemente. Foi essa mudança que levou os médicos a considerar o diagnóstico de gigantomastia, uma forma grave de macromastia. “Em um ano, meus seios aumentaram dez tamanhos. Dos 22 aos 24 anos, permaneci em um tamanho, mas agora eles estão aumentando rapidamente de novo. É por isso que os médicos acham que tenho gigantomastia, e não apenas macromastia”, explicou.

Além das alterações físicas, Summer afirma que enfrentou situações de constrangimento e assédio desde a infância. Durante as aulas de educação física, colegas faziam comentários sobre seu corpo. Aos 13 anos, segundo ela, um professor chegou a exigir que vestisse um agasalho porque o uniforme ficava apertado na região do busto.

Aos 15 anos, depois de perceber um crescimento significativo das mamas em poucos meses, sua mãe procurou atendimento médico. Na ocasião, segundo Summer, o clínico atribuiu a mudança à puberdade. Dois anos depois, ela voltou a buscar ajuda, mas recebeu orientações para perder peso. “Foi a primeira vez que me disseram que eu era gorda. Disseram para eu emagrecer, embora eu usasse tamanho pequeno na parte de baixo. Minha mãe ficou furiosa porque eu não tinha gordura no corpo”, relatou.

As recomendações relacionadas ao peso tiveram consequências para sua saúde emocional. Summer afirma que desenvolveu um transtorno alimentar após receber repetidamente avaliações médicas que a classificavam como acima do peso. Ela chegou a emagrecer de maneira prejudicial à saúde, mas não percebeu uma redução proporcional no volume das mamas.

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Aos 23 anos, a jovem encontrou um nódulo em uma das mamas e foi encaminhada para avaliação especializada. Segundo seu relato, os exames descartaram câncer, mas a profissional responsável recomendou uma cirurgia de redução mamária. Mesmo após o encaminhamento, o procedimento foi recusado sete meses depois por causa do IMC.

“Meu clínico geral me encaminhou para um especialista em câncer no mesmo dia, e eles disseram: ‘Não é cancerígeno, mas você precisa de uma redução. Isso não é normal’. Pensei: graças a Deus, alguém está me ouvindo. Então, ela me encaminhou para a cirurgia e, sete meses depois, recusaram a redução porque meu IMC era muito alto. Eles não se importaram”, afirmou.

Atualmente, Summer utiliza um colete prescrito por médicos para ajudar a lidar com o peso das mamas. Ela afirma que sente dores intensas nas costas durante atividades simples, como caminhar, lavar a louça ou limpar a casa. A natação se tornou uma das poucas atividades físicas que proporcionam alívio, já que a água reduz temporariamente a sensação de peso.

“Uso um desde os 16 anos porque, quando estou andando, parece que minhas costas estão quebradas. É uma dor muito intensa. Se estou lavando a louça ou limpando minha casa, preciso usar sutiã por causa do peso delas”, contou.

Atualmente, Summer continua buscando uma solução para os problemas físicos provocados pelo crescimento das mamas. Ela também afirma que deseja incentivar outras mulheres que enfrentam dificuldades semelhantes a não associarem seu valor pessoal às medidas do corpo. “Culpem as empresas de roupas se nada serve em vocês. Seios grandes são bonitos e não há nada de errado com o corpo de vocês”, declarou.

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