
Hugo Motta durante sessão na Câmara após apoio formal do PSB e PDT (Foto: Instagram)
Na quarta-feira, 21, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) formalizaram o apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos) para a Presidência da Câmara dos Deputados. Em nota conjunta, as legendas destacam a importância de unir forças com o centro democrático para assegurar a continuidade de um ambiente político estável e aberto ao diálogo. O anúncio reforça a aliança entre partidos de orientação progressista e o bloco moderado do Legislativo.
Segundo o comunicado, a decisão de ratificar o nome de Motta ao comando da Casa tem como objetivo principal manter a governabilidade e preservar a estabilidade institucional. PSB e PDT afirmam que o parlamentar tem defendido o equilíbrio entre os Poderes e o respeito ao sistema de freios e contrapesos, elementos considerados essenciais para o funcionamento democrático e o fortalecimento das instituições brasileiras.
O apoio também é visto como uma resposta ao crescimento do número de deputados de extrema-direita na Câmara. Ao firmarem compromisso com Hugo Motta, PSB e PDT buscam formar uma maioria com o centro democrático capaz de enfrentar eventuais ameaças autoritárias e garantir a autonomia dos órgãos da República. Para as duas siglas, manter o atual presidente é uma estratégia de longo prazo para conter agendas ultraconservadoras e preservar o pluralismo político no plenário.
No texto, os partidos ressaltam que a gestão de Hugo Motta viabilizou avanços em pautas prioritárias do Governo Lula e de interesse dos trabalhadores. São citados resultados como a votação que pôs fim à escala de trabalho 6×1, o encaminhamento da reforma tributária e a aprovação de medidas de apoio a microempreendedores. PSB e PDT consideram esses temas fundamentais para reduzir desigualdades, estimular o desenvolvimento econômico e consolidar políticas sociais no país.
Por fim, os signatários ressaltam a necessidade de dar continuidade a uma agenda legislativa comprometida com os direitos dos trabalhadores, a diminuição das desigualdades regionais e o progresso do Brasil. Defendem ainda a adoção de maior transparência na destinação das emendas parlamentares e a aprovação de uma reforma política abrangente. Segundo eles, esses avanços são determinantes para fortalecer a democracia e ampliar a participação cidadã no processo decisório.



