
Custos variam de R$30 mil a R$570 mil em pesquisas eleitorais (Foto: Instagram)
Realizar uma pesquisa eleitoral requer investimento significativo, com valores que podem variar de cerca de R$ 30 mil a mais de R$ 570 mil. Esse montante depende principalmente do instituto responsável pelo estudo, da metodologia adotada e do tamanho da amostra entrevistada em cada levantamento.
Os registros de pesquisas disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, cinco levantamentos apresentam custos declarados diversos e diferentes fontes de financiamento. Todos os dados estão públicos no cadastro oficial do TSE para consultas de valores, contratantes, datas de registro e de divulgação e número de entrevistados.
Entre os estudos verificados, o mais caro é o da Quaest (BR-09158/2026), com custo declarado de R$ 570.108,00, contratado pela Editora Globo, Globo Comunicação e Participações S/A, TV/Rede/Globo.com/Canais Globo/Globoplay/Eletromídia, registrado em 18/10/2026 e com divulgação prevista para 24/10/2026. Já o Datafolha (BR-03112/2026) consta com R$ 179.360,22, contratado pela Empresa Folha da Manhã S.A. em parceria com o mesmo grupo de mídia da pesquisa anterior, com 1.620 entrevistados e divulgação também em 24/10/2026. O PoderData (BR-02828/2026) declarou custo de R$ 103.715,00, financiado pela própria Poderdata Pesquisa, Jornalismo e Comunicação LTDA, com 4.000 entrevistas e previsão de divulgação em 25/10/2026. No extremo oposto, a Real Time Big Data (BR-09670/2026) registrou R$ 30.000,00, contratada pela Real Time Big Data LTDA, com 2.000 entrevistas agendadas para divulgação em 23/10/2026. Por fim, a pesquisa BTG/Nexus (BR-08234/2026) custou R$ 164.888,89, financiada pelo Banco BTG Pactual S.A., com 2.000 entrevistados e divulgação em 24/10/2026.
A disparidade de valores não se explica apenas pela quantidade de entrevistados. Por exemplo, o PoderData realiza 4.000 entrevistas por R$ 103,7 mil, enquanto a Quaest investe mais de meio milhão de reais para entrevistar pouco menos de 3.800 pessoas. Isso ocorre porque o custo total envolve fatores como logística de campo, perfil da equipe, amplitude territorial do levantamento e métodos de recrutamento.
O formato da coleta também impacta o orçamento: entrevistas presenciais costumam gerar despesas adicionais, como deslocamento, alimentação e hospedagem dos entrevistadores, enquanto sondagens por telefone ou online reduzem parte desses custos. A abrangência do universo pesquisado, o número de municípios incluídos e a complexidade da abordagem metodológica também alteram o preço final de cada estudo.
Embora sejam ferramenta importante para mapear intenções de voto e medir o pulso do eleitorado, as pesquisas de opinião não têm caráter de predição de resultado eleitoral. Elas são amostragens que refletem as opiniões no momento da aplicação, sujeitas à margem de erro, às características da amostra e às variações na preferência dos eleitores ao longo da campanha.



