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segunda-feira, setembro 28, 2026

Cientista brasileiro encontra oito planetas que podem ter vida extraterrestre

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Um estudo realizado pelo pesquisador brasileiro Fábio Calabrio Evangelista da Silva, do Observatório Nacional, identificou oito exoplanetas com alta possibilidade de apresentarem água em estado líquido, uma das condições consideradas na busca por vida fora da Terra. O levantamento analisou informações de mais de 6 mil planetas localizados fora do Sistema Solar disponíveis em um banco de dados da Nasa.

Para chegar aos oito candidatos, Silva comparou características como raio, densidade e distância entre cada planeta e sua estrela. A análise buscou mundos com propriedades semelhantes às da Terra e que estejam localizados na chamada zona de habitabilidade.

“É uma zona que possibilita a água líquida porque não é nem tão quente, mais próximo da estrela, e nem tão frio, para longe da estrela. Então é a zona perfeita”, explica Silva.

Embora o trabalho priorize características conhecidas na Terra, a possibilidade de outras condições sustentarem formas de vida também é considerada. “Podem existir outras formas de vida que a gente ainda não conheça e que precisem de características químico-físicas diferentes”, ressalta o professor Marcelo Borges Fernandes, orientador do estudo.

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A distância desses exoplanetas dificulta uma investigação direta. Uma das formas utilizadas para estudá-los é a observação de suas atmosferas com telescópios como o James Webb, que permite procurar bioassinaturas, substâncias que, na Terra, podem ser produzidas por organismos vivos.

Entre os exoplanetas já analisados está o K2-18b. Um estudo encontrou metano, dióxido de carbono e uma possível molécula de sulfeto de dimetila, conhecido como DMS. Na Terra, a substância é produzida apenas por formas de vida, como fitoplânctons.

A presença de uma possível bioassinatura, porém, não é suficiente para confirmar a existência de vida. Algumas dessas substâncias também podem surgir por processos não biológicos, incluindo atividade geológica. José Aponte, pesquisador da Nasa, afirma que são necessárias diferentes linhas de evidência para uma confirmação.

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Entre os aspectos que, quando combinados, poderiam representar um indicador estão a repetição de moléculas no ambiente, a predominância de um tipo de quiralidade e a análise de isótopos. A descoberta isolada de componentes associados à vida também não representa uma comprovação, já que substâncias como aminoácidos podem ser formadas de maneira abiótica.

Além da investigação de planetas distantes, futuras missões devem procurar indícios dentro do próprio Sistema Solar. A Europa Clipper tem previsão de chegar em 2030 a Europa, lua de Júpiter que pode abrigar um oceano de água salgada sob uma camada de gelo.

A missão Dragonfly, por sua vez, está prevista para ser lançada em 2028 em direção a Titan, lua de Saturno com atmosfera rica em nitrogênio. A partir de 2034, o robô deverá buscar indicadores químicos de vida. Enceladus, outra lua de Saturno, e Marte também estão entre os locais de interesse.

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