David Fajgenbaum foi diagnosticado em 2010 com a doença de Castleman, um distúrbio raro que provoca o crescimento anormal de células nos gânglios linfáticos. Estudante de Medicina na época, ele passou por sessões de quimioterapia e, três anos depois, recebeu um prognóstico de 35% de chance de cura, chegando a ser orientado por um médico a preparar um testamento.
Em uma das crises mais graves da doença, Fajgenbaum estava acamado e em estado terminal quando decidiu analisar os próprios prontuários médicos. Ao revisar os resultados, percebeu que os níveis da proteína VEGF estavam aproximadamente dez vezes acima do normal, dado que ainda não havia sido considerado em seu tratamento.
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A partir do conhecimento adquirido durante a faculdade, o então estudante relacionou a alteração da proteína aos sintomas que apresentava. Ele passou a considerar a possibilidade de direcionar o sistema imunológico para combater o fator e se lembrou de um medicamento imunossupressor que poderia atuar nesse mecanismo.
Fajgenbaum levou a possibilidade a um especialista e, após receber autorização, começou a utilizar o medicamento. O tratamento passou a controlar a doença e, segundo seu relato, continua sendo utilizado anos depois para manter sua condição estável.
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Depois da experiência com a própria doença, Fajgenbaum fundou uma rede colaborativa dedicada aos estudos sobre a doença de Castleman. Atualmente, ele também atua como professor assistente de Medicina na Universidade da Pensilvânia.
A trajetória entre o diagnóstico e a descoberta do tratamento foi relatada por ele no livro Chasing My Cure. Fajgenbaum é casado e pai de dois filhos.



