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sábado, setembro 12, 2026

Dólar cai 0,23% com inflação dos EUA dentro do previsto; Bolsa abre em leve alta

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Notas de dólar simbolizam leve retração da moeda a R$ 5,14 (Foto: Instagram)

Nesta quarta-feira (12/8), o dólar apresenta uma queda de 0,23%, sendo cotado a R$ 5,14. Essa leve variação indica uma estabilidade no câmbio. No dia anterior, a moeda americana teve uma alta significativa de 0,98%, chegando a R$ 5,16, em um dia de grande tensão.

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O comportamento do câmbio segue a tendência global nesta manhã. Às 9h50, o índice DXY, que avalia a força do dólar em comparação a uma cesta de seis moedas fortes (incluindo o euro, iene e libra esterlina), também registrava uma leve queda de 0,13%, atingindo 99,69 pontos.

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), iniciou o pregão com uma leve alta de 0,18%, alcançando 168,1 mil pontos. Na terça-feira, o índice despencou 2,50% após o banco americano JPMorgan rebaixar a recomendação para o Brasil.

Os investidores estavam atentos à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos nesta quarta-feira. Essa informação era uma das mais aguardadas, pois poderia influenciar as expectativas sobre um possível aumento dos juros nos EUA.

Os dados da inflação americana ficaram dentro das previsões dos analistas, o que reduz a pressão sobre os juros. Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o CPI subiu 0,1% em julho, após uma queda de 0,4% em junho. No acumulado de doze meses, houve um aumento de 3,4%, comparado a 3,5% no mês anterior.

A guerra no Irã continua a ser um fator importante para o mercado. Sem grandes novidades no front e com uma perspectiva frágil de acordo entre Washington e Teerã, o preço do petróleo segue em alta moderada.

Às 9h30, o barril do tipo Brent, referência internacional, subia 0,30%, cotado a US$ 89,18. O tipo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 0,58%, a US$ 83,68.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do setor de serviços. O segmento manteve-se estável em junho em comparação com maio. Em relação a junho de 2025, houve um aumento de 2,0%.

Os números da atividade vieram melhores do que o esperado. Economistas consultados pela Reuters previam uma queda de 0,2% em junho sobre maio e um avanço de 1,4% em relação a 2025.

Na terça-feira, o dia foi marcado por intensa turbulência devido a uma combinação de fatores negativos. O principal deles foi a análise do JPMorgan, que reduziu a recomendação para o Brasil, alertando para um aumento da volatilidade com as eleições de outubro, o que levou à saída de investidores estrangeiros da Bolsa.

Além disso, a ata do Copom foi mais rígida do que o mercado esperava. No cenário externo, as incertezas sobre a guerra no Irã elevaram o preço do petróleo para perto de US$ 90 por barril.

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