Astronautas conseguiram realizar, pela primeira vez, exames de raio-X em órbita com qualidade suficiente para uso diagnóstico. O feito representa um avanço para a medicina espacial e pode ampliar os recursos disponíveis para monitorar a saúde das tripulações durante missões de longa duração.
O experimento foi realizado em 2025 durante a missão Fram2, da SpaceX, utilizando um equipamento digital de raio-X portátil, sem fio e alimentado por bateria. Embora testes semelhantes já tivessem sido conduzidos em voos que simulavam a microgravidade, esta foi a primeira demonstração da tecnologia em condições reais no espaço.
A pesquisa foi conduzida por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá, com participação de especialistas da Universidade de Stanford, e teve os resultados publicados na revista científica Radiology.
++ Bolsa brasileira oscila pouco com mercado atento ao petróleo e conflito no Oriente Médio
Durante a missão, os astronautas realizaram radiografias antes e durante o voo orbital, produzindo imagens de diferentes partes do corpo e até de objetos utilizados na nave. As radiografias foram avaliadas por radiologistas independentes, que consideraram os registros adequados para fins diagnósticos.
As imagens apresentaram melhor qualidade em regiões como mãos e braços, que são mais fáceis de manter imóveis durante o exame. Já radiografias do tórax, abdômen e pelve tiveram qualidade ligeiramente inferior devido à maior dificuldade de estabilização dessas áreas em ambiente de microgravidade.
Além de auxiliar na identificação de possíveis lesões ou problemas de saúde dos astronautas, a tecnologia também poderá ser utilizada para inspecionar equipamentos e componentes das espaçonaves, permitindo detectar danos estruturais sem necessidade de desmontagem.
++ Um ano após tarifaço, governo vê poucas chances de barrar novas tarifas dos EUA
Segundo os pesquisadores, ainda existem desafios técnicos para tornar o uso da radiografia uma prática rotineira em missões espaciais. Mesmo assim, os resultados demonstram que o método é viável e abrem caminho para o desenvolvimento de novos recursos médicos voltados à exploração espacial de longa duração.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



