A Guarda Municipal de Florianópolis começou a utilizar drones equipados com câmeras térmicas para ampliar a fiscalização no trânsito da capital catarinense. A tecnologia, que está em operação há cerca de duas semanas, ajuda os agentes a identificar comportamentos suspeitos, como tentativas de fugir de blitz ou trocar de motorista antes da abordagem.
Os equipamentos utilizam sensores de infravermelho capazes de captar o calor emitido por pessoas e objetos, transformando essas informações em imagens com diferentes cores que indicam variações de temperatura. Dessa forma, os operadores conseguem visualizar movimentações dentro dos veículos, mesmo durante a noite, facilitando a identificação de ações consideradas irregulares.
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Segundo a prefeitura, dois drones estão sendo empregados nas operações, embora ainda não exista um levantamento estatístico sobre os resultados obtidos devido ao curto período de utilização.
Além de monitorar possíveis trocas de condutores durante fiscalizações, os drones podem identificar tentativas de fuga, movimentações incomuns no interior dos veículos e até o transporte irregular de animais. Apesar da tecnologia avançada, o equipamento não funciona como um “raio-X”, ou seja, não permite enxergar através da lataria dos automóveis, mas detecta diferenças de calor e movimentos que auxiliam os agentes na tomada de decisões.
Na última semana, um dos drones foi utilizado durante uma operação da Lei Seca. Ao todo, 123 motoristas foram fiscalizados e oito acabaram autuados por recusarem o teste do bafômetro.
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A secretária municipal de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos, afirmou que o uso das câmeras térmicas torna o trabalho das equipes mais eficiente ao permitir uma resposta mais rápida diante de situações suspeitas, principalmente em operações realizadas à noite.
Dirigir sob efeito de álcool é considerado infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses, além da retenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do veículo. A recusa em realizar o teste do bafômetro também resulta nas mesmas penalidades administrativas previstas na legislação.
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