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quinta-feira, maio 28, 2026

Dólar sobe com foco em guerra, PIB e inflação nos EUA, e emprego no Brasil

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Dólar em alta com tensão geopolítica e dados econômicos em foco (Foto: Instagram)

Nesta quinta-feira (28/5), o dólar opera em alta em meio a um dia agitado na agenda econômica nacional e internacional, além das tensões geopolíticas devido ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

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No Brasil, os destaques ficam por conta dos dados oficiais sobre o desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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No cenário internacional, a atenção dos investidores está voltada para os EUA, que divulgam a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e os dados do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE), a chamada "inflação do consumo", referentes a abril.

DÓLAR

  • Às 9h06, o dólar subia 0,23%, sendo negociado a R$ 5,073.
  • No dia anterior, a moeda norte-americana encerrou a sessão em alta de 0,66%, cotada a R$ 5,061.
  • Com esse resultado, o dólar acumula ganhos de 2,2% em maio e perdas de 7,8% em relação ao real em 2026.

IBOVESPA

  • As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No dia anterior, o índice fechou em queda de 0,48%, aos 175,7 mil pontos.
  • Com esse resultado, a Bolsa brasileira acumula um recuo de 6,17% no mês e valorização de 9,08% no ano.

DADOS DE EMPREGO NO BRASIL
No Brasil, o mercado analisa os dados de emprego. Nesta quinta-feira, são divulgadas as informações atualizadas do Caged para abril deste ano. A expectativa média dos analistas é que o país tenha criado 230 mil empregos no período.

Em março, segundo o Caged, o Brasil criou 228,2 mil novas vagas de emprego formal, com carteira assinada. No trimestre de janeiro a março de 2026, o saldo foi de 613,3 mil novos postos, resultado de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos.

Outro dado importante divulgado é a taxa de desemprego no país em abril, que ficou em 5,8%, alinhada com as projeções do mercado. Este é o menor nível de desocupação já registrado para o mês.

Em março, conforme o IBGE, o desemprego no Brasil foi de 6,1%, a menor taxa para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da Pnad Contínua em 2012.

PIB E INFLAÇÃO NOS EUA
Nos EUA, os investidores analisam os dados do PIB e da "inflação do consumo" referentes a abril de 2026.

De acordo com a média das expectativas dos analistas, o PCE nos EUA deve ficar em 0,5% em abril, desacelerando em relação ao resultado de março (0,7%).

Na comparação anual, o índice deve atingir 3,8%, acelerando em relação a março (3,5%).

O dado da "inflação do consumo" é um dos considerados para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed em 2026, no fim de abril, o BC dos EUA manteve os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano. Nas reuniões anteriores, em janeiro e março, os juros também foram mantidos nessa faixa.

O próximo encontro para definir a taxa de juros está agendado para 16 e 17 de junho.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Juros elevados visam conter a demanda aquecida, impactando os preços, pois encarecem o crédito e incentivam a poupança. Assim, taxas mais altas podem também conter a atividade econômica.

Também nesta quinta-feira, será divulgado o dado da segunda leitura do PIB dos EUA do primeiro trimestre de 2026. Conforme a primeira leitura, divulgada no fim de abril, a economia dos EUA cresceu 2% nos três primeiros meses deste ano.

SEM ACORDO NO ORIENTE MÉDIO
Os investidores continuam acompanhando as negociações entre EUA e Irã sobre o possível fim da guerra no Oriente Médio.

Após um período de otimismo, as preocupações retornaram ao mercado. Na quarta-feira (27/5), as Forças Armadas dos EUA bombardearam o sul do Irã, enquanto o regime de Teerã anunciou um ataque a uma base militar norte-americana.

Segundo a agência iraniana Tasnim, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica atacou um petroleiro dos EUA que tentava cruzar o Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou qualquer acordo com os iranianos sobre Ormuz. "Ninguém controlará o estreito. Estas são águas internacionais. Se todos entenderem isso, não têm nada a temer", disse.

O Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o "gargalo" mais importante do mundo para a energia, concentrando cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

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