Ficar dois meses inteiros deitado pode parecer confortável para alguns, mas para um grupo de voluntários essa é uma missão científica desafiadora. A Agência Espacial Europeia (ESA) está conduzindo um experimento que busca entender como a falta de gravidade afeta o corpo humano, algo essencial para futuras missões espaciais de longa duração.
No estudo, os participantes precisam permanecer deitados o tempo todo, com os pés ligeiramente elevados e um dos ombros sempre encostado no colchão. Mesmo durante refeições, banhos e outras atividades diárias, essa posição deve ser mantida.
++ Após cinco cirurgias, mulher que perdeu o lábio por PMMA tem autoestima recuperada
Os voluntários foram divididos em três grupos. Enquanto um permanece imóvel, outro realiza exercícios físicos similares aos praticados por astronautas. Já o terceiro grupo faz os mesmos exercícios, mas dentro de uma centrífuga que simula gravidade artificial.
++ Mãe se torna barriga de aluguel para filha e dá à luz o próprio neto
A pesquisa tem implicações importantes para a exploração espacial. Durante longos períodos no espaço, astronautas enfrentam perda óssea e muscular, além de outras alterações no organismo. Ao reproduzir essas condições na Terra, cientistas podem desenvolver estratégias para minimizar esses efeitos, beneficiando tanto os tripulantes de futuras missões quanto pacientes com problemas de mobilidade, como os que sofrem de osteoporose.



