Os juros médios do crédito rotativo do cartão de crédito chegaram a 445,8% ao ano em novembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira. Esse é o maior índice registrado desde maio de 2022, quando a taxa alcançou 454% ao ano.
A alta de 7,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior reforça o peso dessa modalidade de crédito, acionada quando o cliente não consegue pagar a fatura integral na data de vencimento. Nesse caso, os bancos são obrigados a oferecer opções como parcelamento do saldo devedor em até 30 dias, com condições mais favoráveis ao consumidor.
++ Os 6 bilionários que mais enriqueceram em 2024
Desde o início de 2024, uma determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece que os juros cobrados no rotativo e em modalidades de parcelamento não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida. Apesar disso, o aumento nas taxas evidencia os desafios de acesso ao crédito em condições menos onerosas.
O parcelamento do cartão também apresentou elevação em novembro, passando de 180% para 183,3% ao ano. Com isso, a taxa média total do cartão de crédito subiu de 82,2% para 83,2% no mesmo período.
++ ‘Obrigação de dar exemplo’, afirma Lewandowski após jovem ser baleada em abordagem da PRF
Outro destaque do levantamento foi o cheque especial, que registrou alta nas taxas de juros. Em novembro, a taxa subiu para 137,7% ao ano, em comparação aos 135,5% registrados no mês anterior.
Esses números reforçam a necessidade de atenção ao planejamento financeiro e ao uso consciente do crédito, sobretudo em modalidades que apresentam custos elevados, como o rotativo e o cheque especial.



