
Câmara do Paraguai rejeita renúncia de Santiago Peña e permite que processo de impeachment siga adiante. (Foto: Instagram)
A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou por unanimidade a renúncia do presidente Santiago Peña. Em carta, o chefe de Estado havia comunicado que deixaria o cargo. A decisão dos parlamentares permite que o processo de impeachment contra ele siga adiante.
A negativa à renúncia ainda depende de aprovação do Senado, a quem caberá a decisão final. Mais cedo, a Câmara também recusou o pedido de renúncia do vice-presidente Pedro Alliana. Caso os senadores aceitem a carta de Peña, Alliana deverá ser declarado presidente do Paraguai, segundo informações do jornal paraguaio La Nación.
Peña e Alliana pertencem à Associação Nacional Republicana, conhecida como Partido Colorado, uma das agremiações mais tradicionais do país. Após o escândalo, parlamentares aliados do presidente e do vice mudaram de posição e passaram a apoiar a abertura do processo de impeachment.
A crise política ocorre em meio à dissolução do Ueno Bank, o maior banco digital do Paraguai, que desencadeou uma crise bancária no país. O Banco Central paraguaio interveio na instituição depois de concluir que ela havia descumprido os requisitos mínimos de solvência.
Com a crise, cerca de 3 milhões de clientes ficaram sem acesso às contas, em um país com 6,5 milhões de habitantes. A situação também provocou protestos em Assunção e levou à detenção de oito executivos e empresários ligados ao banco.



