
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que forças americanas realizaram ataques limitados e defensivos contra a ilha iraniana de Queixome, no Estreito de Ormuz, após disparos atribuídos à Guarda Revolucionária Islâmica. (Foto: Instagram)
Autoridades americanas afirmaram à CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, que os EUA atacaram a ilha iraniana de Queixome, no Estreito de Ormuz. A agência estatal de notícias do Irã, Irna, informou que várias explosões foram ouvidas na ilha na segunda-feira (2/10).
Os ataques foram descritos pelos americanos como limitados e defensivos, em resposta a disparos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) contra uma aeronave dos EUA. A BBC procurou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, para comentar a ação.
A ofensiva ocorreu às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, que definirão se republicanos ou democratas terão o controle do Congresso. O presidente Donald Trump enfrenta queda nos índices de aprovação e pressão de integrantes do próprio partido para encerrar a guerra, iniciada em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã.
Na segunda-feira, Trump disse a jornalistas que não tinha “nenhuma pressa” para intensificar os ataques contra o Irã. Em entrevista ao site de notícias Axios, afirmou que os EUA fariam alguma coisa, mas sem urgência, e alegou que o país havia sido enfraquecido financeiramente. “Eles não têm dinheiro, não têm gasolina, e a população está ficando muito cansada”, declarou.
Em conversa com a Fox News na véspera das eleições, Trump afirmou que os EUA “talvez precisem atacar Pickaxe”, local ligado ao programa nuclear iraniano. Ele disse que a ação “não seria nada demais” e poderia ser realizada em “uma hora”.
Nos últimos dias, cresceram as especulações de que os EUA poderiam retomar ataques de grande escala contra o Irã após as eleições. Questionado na segunda-feira se isso aconteceria, Trump respondeu que “não”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à Irna que estão em andamento negociações “muito intensas” com os EUA, por meio de mediadores, para tentar encerrar a guerra. Ele disse ainda que Teerã está mais preparada do que nunca para cenários diplomáticos e militares. Segundo Araghchi, cabe aos EUA escolher entre o “caminho sábio” das negociações e o “erro da agressão militar”.



