Vanya Krapivin, de 16 anos, sofreu ferimentos graves ao tentar proteger a mãe de uma agressão dentro de casa, em maio de 2017, na cidade de Severodvinsk, no noroeste da Rússia. O adolescente foi atingido na cabeça durante o confronto, permaneceu nove meses em coma e chegou a apresentar sinais de recuperação. No entanto, morreu após contrair gripe durante o período de reabilitação.
Segundo informações divulgadas pelo portal Fatos Desconhecidos, o jovem havia retornado da escola quando encontrou a mãe, Natalia Krapivina, sendo atacada por um vizinho identificado como Roman Pronin, de 37 anos. O homem estaria tentando forçá-la a manter relações.
Ao presenciar a situação, Vanya pegou um haltere de três quilos e atingiu o agressor na tentativa de interromper o ataque. Durante o confronto, porém, Roman conseguiu tomar o objeto e golpeou o adolescente na cabeça.
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O suspeito deixou o local após as agressões, acreditando que mãe e filho estavam mortos. Os gritos, entretanto, haviam chamado a atenção dos vizinhos, que encontraram os dois inconscientes e com ferimentos graves.
Natalia havia recebido 27 facadas e precisou de atendimento médico. Vanya também foi socorrido, mas a gravidade da lesão na cabeça o deixou em coma por nove meses. Durante o tratamento, os médicos precisaram retirar parte de seu crânio e de seu cérebro.
A situação do adolescente mobilizou pessoas que passaram a acompanhar sua recuperação. O apresentador de televisão Andrey Malkhov organizou uma campanha para arrecadar recursos destinados à compra de placas de titânio para a reconstrução do crânio de Vanya, além de contribuir com outras despesas médicas.
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Cerca de um ano depois da agressão, o jovem começou a apresentar sinais de consciência. Em junho, conseguiu reconhecer uma das enfermeiras responsáveis por seus cuidados e passou a se alimentar com comida liquidificada.
No mês seguinte, Vanya foi transferido para Moscou, onde deu continuidade ao tratamento em um centro de reabilitação. Apesar dos avanços apresentados após o longo período de internação, seu estado de saúde voltou a se complicar.
Em outubro, o adolescente contraiu gripe e morreu. Segundo o relato divulgado, Natalia passou a se culpar pela morte do filho, que havia sido ferido ao tentar defendê-la.
Roman Pronin, apontado como responsável pelas agressões, foi capturado após o ataque.



