
Lula ampliou sua votação em Minas Gerais e no Amazonas e reduziu a diferença em São Paulo, enquanto manteve ampla vantagem no Norte e no Nordeste. (Foto: Instagram)
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito para seu quarto governo como presidente do Brasil, foi impulsionada pelo avanço de seu eleitorado no Norte e no Nordeste, regiões em que já tinha ampla vantagem. Também pesou a redução da diferença em relação a Flávio Bolsonaro (PL) em vários estados. A virada em Minas Gerais, considerado um estado-chave, foi outro fator importante para a eleição.
Em Minas, Lula passou de 43,33% dos votos no primeiro turno para 50,41% no segundo, um avanço de sete pontos percentuais. Flávio Bolsonaro, que havia obtido 48,24% na primeira votação, terminou o segundo turno com 49,59%. O estado é considerado decisivo porque, em todos os pleitos, o candidato que venceu em Minas Gerais também foi eleito presidente.
No Amazonas, outro colégio eleitoral apontado como importante para a disputa presidencial, Lula ampliou sua votação. Ele já havia vencido no primeiro turno, com 48,23%, e chegou a 54,02% no segundo. Assim como em Minas Gerais, o vencedor no estado assumiu a Presidência.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Lula não superou Flávio Bolsonaro em nenhum dos turnos, mas diminuiu a distância entre os dois. A diferença, que era de 13,73 pontos percentuais no primeiro turno, caiu para 7,7 pontos no segundo. O petista alcançou 46,15% dos votos paulistas.
Também houve crescimento em estados tradicionalmente ligados à direita. No Rio Grande do Sul, Lula avançou de 35,73% para 42,16%. Em Santa Catarina, subiu de 25,04% para 30,58%. Em Goiás, o resultado passou de 31,06% para 40,34%, uma das maiores altas entre os estados.
No Norte e no Nordeste, Lula manteve ampla vantagem e ultrapassou 70% dos votos em dois estados: obteve 75,88% no Piauí e 71,31% na Bahia, dois de seus principais redutos eleitorais. No Maranhão, sua votação cresceu de 63,99% para 69,54%; na Paraíba, foi de 61,31% para 67,46%. Nesses dois estados, Flávio Bolsonaro não chegou a 33%.
No Nordeste, Lula superou 60% dos votos em todos os estados. Seu menor percentual na região foi registrado em Alagoas, onde recebeu 60,77%, ante 39,23% de Bolsonaro. Os resultados indicam que a vitória combinou a manutenção de vantagens regionais com avanços e margens mais estreitas em diferentes estados.



